Manaus, 7 de julho de 2026
×
Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Aterro sanitário de Manaus ultrapassa limite e coloca cidade em risco ambiental, alerta especialista

Engenheira florestal Fabiana Rocha afirma que estrutura já passou dos 160 metros, quando o máximo previsto era 100, e cobra transparência sobre o que entra no local.

aterro sanitário

(Foto: Marcio Silva/Portal AM1)

Manaus (AM) – A engenheira florestal e conselheira estadual de resíduos sólidos Fabiana Rocha alertou para o colapso do aterro sanitário de Manaus, que opera muito além da capacidade projetada. Segundo ela, a situação representa um risco ambiental crescente e revela a falta de planejamento da gestão pública.

“O aterro já passou dos 160 metros e o limite era 100. Mesmo assim, os prazos são empurrados para frente”, afirmou.

Fabiana explica que a altura do aterro compromete a segurança, aumenta a instabilidade do solo, gera mais gases e intensifica o risco de acidentes ou colapso estrutural. Ela também critica a ausência de dados claros sobre o funcionamento do local.

“O problema é gigante porque não sabemos nem o que entra ali”, disse. Para a especialista, a falta de transparência impede qualquer controle real do volume de resíduos e do tipo de material descartado.

A conselheira reforça que o cenário atual exige ação imediata do poder público. “Não dá mais para fingir que a situação está normal. O aterro esgotou. Ele já ultrapassou todos os limites físicos e administrativos”, completou.

Fabiana defende que o Amazonas precisa abandonar práticas improvisadas e assumir uma política moderna de gestão de resíduos, com reciclagem estruturada, educação ambiental e tratamento adequado do lixo.

“Faltam políticas públicas sérias. O que temos hoje é uma bomba-relógio ambiental”, concluiu.

Assista à entrevista na íntegra:

LEIA MAIS: