(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília (DF) – O ex-vereador de Manacapuru e ex-policial militar Jucimar Fonseca, que também atuava como servidor federal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi preso em flagrante na noite desta terça-feira (02/12) em Brasília. A detenção ocorreu durante seu depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga um rombo bilionário causado por descontos irregulares em benefícios de aposentados.
Segundo informações da CPMI, Jucimar Fonseca compareceu ao depoimento ao ser obrigado a se apresentar, após tentativas de adiar a presença por meio de atestados médicos. O ex-vereador foi encontrado pela Polícia Legislativa nas proximidades da cidade de Manaus e encaminhado para Brasília.
O depoimento de Jucimar Fonseca levou políticos a apontarem diversas contradições em suas declarações. Ele alegou que não havia sido convocado corretamente e não confirmou as datas apresentadas pelo Ministério Público. Considerando as inconsistências como graves, os membros da comissão decidiram decretar sua prisão em flagrante.
A trajetória de Jucimar no INSS começou em 2013, quando ingressou como técnico do Seguro Social e, ao longo dos anos, alcançou o comando da Coordenação-Geral de Pagamentos. Em sua fala, ele reconheceu ter assinado pareceres que atestavam a idoneidade da Conafer, associação investigada por supostas irregularidades que teriam permitido a aplicação de descontos indevidos em aposentadorias.
Informações apresentadas pela CPMI evidenciam a dimensão do esquema. O valor dos desvios teria aumentado de R$ 800 milhões em 2022 para R$ 3,5 bilhões em 2024, acumulando um prejuízo que supera R$ 6 bilhões. Diante da complexidade da investigação, o presidente da CPMI anunciou que solicitará a prorrogação dos trabalhos até 2026. E a expectativa é de que novos desdobramentos sejam publicados nos próximos dias.
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