Manaus, 7 de julho de 2026
×
Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Wilson Lima celebra ‘modernização na saúde’, enquanto profissionais do Delfina Aziz seguem três meses sem salário

Investimentos pontuais expõem contradições na gestão que ignora profissionais que mantêm serviços essenciais.

wilson-lima-celebra-modernizac

(Fotos: Diego Peres e Mauro Neto/Secom)

Manaus (AM) – O governador Wilson Lima inaugurou a primeira etapa de modernização do Hospital Francisca Mendes, destacando o avanço no atendimento e as melhorias para profissionais da unidade. A solenidade foi marcada por discursos de valorização da saúde pública no Amazonas e pela imagem de um governo comprometido com investimentos no setor.

Mas, enquanto o governo comemora, outra realidade expõe a seletividade desses avanços. No Hospital Delfina Aziz, profissionais que atuam no Centro de Reabilitação estão há três meses sem receber salário. Eles são contratados por uma empresa terceirizada, que atribui o atraso à falta de repasses do Governo do Estado. O serviço, essencial para pacientes em recuperação, segue funcionando às custas de trabalhadores que há meses não veem o pagamento cair na conta.

A contradição revoltou profissionais e internautas. Nas redes sociais do governador, onde Wilson Lima exalta melhorias na saúde, surgiram cobranças diretas. Uma trabalhadora desabafou que os profissionais “estão há três meses sem receber seus salários, mesmo enfrentando plantões diários, lidando com sofrimento humano e mantendo um serviço essencial do Estado”.

wilson-lima-celebra-modernizac

Screenshot

Outra internauta foi ainda mais clara ao cobrar o governador: “Pague os profissionais que estão trabalhando há meses sem receber!”

wilson-lima-celebra-modernizac

Screenshot

A situação expõe um contraste cada vez mais evidente na gestão: enquanto algumas unidades recebem investimentos e publicidade, outras funcionam à base de atrasos, terceirizações problemáticas e desvalorização dos trabalhadores que sustentam o sistema.

O PORTAL AM1 solicitou esclarecimentos da Secretaria Estadual de Saúde, mas até o fechamento dessa matéria não obteve retorno.

LEIA MAIS