(Fotos: Divulgação/Instagram e Mauro Neto/Secom)
Manaus (AM) – O ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado Marcelo Ramos reagiu com dureza às declarações do secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Vinícius Almeida, que afirmou que o Estado estaria “brigando sozinho” no combate ao crime nas fronteiras, alegando falta de apoio do Governo Federal, especialmente da Polícia Federal.
A fala do secretário, na qual disse não ver atuação da Polícia Federal, das Forças Armadas e de outros órgãos federais na região, provocou forte resposta de Ramos, que classificou Vinícius Almeida como “irresponsável e mentiroso”.
Em vídeo, o ex-deputado afirmou que a declaração do secretário seria uma tentativa de esconder a própria impotência diante do avanço do crime organizado no Amazonas. Segundo Ramos, as organizações criminosas não respeitam a secretaria comandada por Vinícius Almeida e atuam “na cara” da gestão estadual, controlando territórios no interior, rios estratégicos, áreas de Manaus e até promovendo foguetórios para comemorar aniversários de líderes criminosos.
Marcelo Ramos também criticou a estrutura da segurança pública estadual, destacando que, segundo ele, apenas 156 policiais cobrem todos os municípios do Alto Solimões, enquanto cerca de 80 agentes estariam destacados para a segurança de deputados estaduais.
O ex-deputado apresentou ainda dados que, segundo ele, foram confirmados diretamente pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre a atuação da PF no Amazonas entre 2023 e 2025. Nesse período, teriam sido realizadas 183 operações, com apreensão de R$ 508 milhões do crime organizado, 147 prisões e o cumprimento de 497 mandados de busca e apreensão.
Ramos ressaltou a instalação do Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI Amazônia), em Manaus, e a criação de uma base aérea da Polícia Federal para agilizar ações nas fronteiras, afirmando que a instituição tem feito um “esforço hercúleo” para apoiar o Estado.
Ao encerrar, Marcelo Ramos cobrou que o secretário respeite a Polícia Federal e cumpra suas atribuições, afirmando que, se houver interesse em fazer proselitismo político, isso não deveria ocorrer, segundo ele, às custas de uma instituição que considera uma das mais respeitadas do país.
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