(Foto: Divulgação/Instagram @sindipetroam)
Urucu (AM) – Uma greve nacional dos petroleiros teve início na madrugada dessa segunda-feira (15/12), após semanas de assembleias e a rejeição de uma segunda contraproposta da Petrobras para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A paralisação atinge, no Amazonas, trabalhadores do polo de produção de gás e petróleo de Urucu, no interior do estado, e começou em plataformas e importantes refinarias das regiões Sul e Sudeste, tornando-se uma mobilização de alcance nacional.
De acordo com Bruno Terribas, representante do Sindicato dos Petroleiros da Amazônia (Sindpetro Amazônia), a categoria em Urucu iniciou a greve em alinhamento com a mobilização nacional e disse que “estão em defesa de um acordo coletivo que valorize a produtividade apresentada no último período”.
O sindicalista destacou ainda que a pauta da categoria busca impedir alterações que considera prejudiciais, como mudanças no plano de saúde e no plano de previdência, especialmente em relação aos aposentados.
Segundo o Sindpetro Amazônia, caso a greve se estenda até a próxima quarta-feira, a Petrobras poderá enfrentar dificuldades para realizar o revezamento das equipes que atuam na base de Urucu.
Diante do caso, por meio de nota, a empresa informou que permanece empenhada em concluir as negociações com a categoria.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa sindicatos da Petrobras em todo o país, reforçou que a proposta da companhia não avançou em três pontos centrais da negociação: o fim dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs), aprimoramentos no plano de cargos e salários e a defesa de um modelo de negócios voltado ao fortalecimento da estatal. Em comunicado, a FUP afirmou ainda que “a categoria quer respeito, dignidade e uma justa distribuição da riqueza gerada”.
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