à esquerda Moisés Alencastro, à direita Antônio de Sousa Morais (Fotos: Divulgação e Reprodução Redes Sociais e Arquivo Pessoal de Moisés Alencastro)
Manaus (AM) – O assassinato do amazonense Moisés Alencastro, ativista cultural e servidor público, ocorrido em Rio Branco, no Acre, teve um novo desdobramento nesta quinta-feira (25).
O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) decretou a prisão preventiva de Antônio de Sousa Morais, de 22 anos, apontado pela Polícia Civil como o principal suspeito pelo crime.
Moisés, que era natural do Amazonas, foi encontrado morto na última segunda-feira, dia 22, no apartamento onde morava. Ele foi atingido por cinco facadas, segundo as investigações.
A decisão judicial foi assinada pelo juiz Alerson José Santos Braz, da Vara Estadual do Juiz das Garantias, e o mandado foi cumprido no mesmo dia.
Além da prisão, a Justiça autorizou a extração de dados de aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação policial. A medida tem como objetivo fortalecer as investigações e esclarecer as circunstâncias do crime.
De acordo com a Polícia Civil, a prisão foi solicitada após diligências que resultaram na apreensão de objetos pessoais da vítima em um imóvel ligado ao suspeito. Entre os itens encontrados estavam documentos, controles do veículo e do apartamento de Moisés, além de roupas com vestígios de sangue.
O delegado Alcino Júnior, responsável pelo caso, afirmou que os materiais apreendidos reforçam os indícios da participação do investigado.
“Encontramos óculos, controle do veículo, controle do apartamento, documentos, inclusive da vítima, e acabamos aí tendo vários indícios de que, de fato, essa pessoa teria participado do crime“, disse o delegado que conduz as investigações sobre o caso, Alcino Júnior.
Segundo a polícia, Antônio foi interrogado e confessou a motivação do crime, mas os detalhes não foram divulgados.
Na decisão, o magistrado destacou que estão presentes os requisitos legais para a prisão preventiva, conforme previsto nos artigos 311, 312 e 313 do Código de Processo Penal, para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.

A morte do amazonense causou comoção tanto no Acre quanto no Amazonas. O governador acreano, Gladson Camelí, manifestou pesar e destacou a contribuição de Moisés para a cultura, o colunismo social e o serviço público.
O Ministério Público do Acre (MP-AC) também divulgou nota lamentando o falecimento do servidor, que atuava no Centro de Atendimento à Vítima (CAV).
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