Manaus, 7 de julho de 2026
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Cidades

Vídeo de policial civil em suposto ataque homofóbico viraliza em Manaus

Servidora aparece gritando com casal homoafetivo e humilhando funcionária; corporação informa afastamento e acompanhamento médico.

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(Foto: Divulgação /Redes Sociais)

Manaus (AM) – Um vídeo que viralizou nas redes sociais na última terça-feira (30) mostra a policial civil Ana Paula Macedo protagonizando um episódio descrito como homofobia dentro do Shopping Millenium, localizado na zona Centro-Sul de Manaus.

As imagens registram a mulher exaltada, gritando e abordando de forma agressiva um casal homoafetivo na praça de alimentação do centro comercial, na tarde da última segunda-feira (29).

De acordo com relato de uma das vítimas, identificada como Lucas Costa, as ofensas teriam ocorrido de maneira gratuita enquanto ele estava de mãos dadas com o companheiro.

Ainda segundo o jovem, a mulher tentou intimidá-lo ao afirmar que era policial civil, mesmo não havendo qualquer situação de crime que justificasse a abordagem.

A confusão mobilizou seguranças do shopping e chegou a envolver um policial militar que estava no local. Lucas classificou o episódio como um dos momentos mais difíceis de sua vida.

Na mesma noite, Ana Paula Macedo também foi filmada em outro episódio de confusão, desta vez humilhando e ofendendo uma funcionária de uma loja de conveniência. As imagens reforçaram a repercussão negativa do caso e intensificaram as críticas nas redes sociais.

Diante da ampla divulgação dos vídeos, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) se manifestou oficialmente nesta quarta-feira (31). Em nota, a instituição informou que a servidora encontra-se afastada das atividades operacionais e atualmente está readaptada para exercer exclusivamente funções administrativas, conforme previsto na legislação vigente.

Segundo a PC-AM, a situação funcional e de saúde da policial está sendo avaliada por uma equipe médica da corporação. A instituição destacou ainda que Ana Paula vem sendo acompanhada pelo serviço psicossocial desde a identificação de um quadro clínico, como parte das medidas adotadas para garantir o cuidado com a servidora e o cumprimento dos protocolos internos.

A Polícia Civil informou também que o porte de arma da servidora está suspenso e que todas as providências cabíveis estão sendo adotadas, seguindo rigorosamente os trâmites legais e administrativos. Em nota, a corporação ressaltou que atua de forma responsável tanto na apuração dos fatos quanto na preservação dos direitos e deveres de seus servidores.

Os episódios seguem repercutindo nas redes sociais e levantam debates sobre abuso de autoridade, discriminação e a conduta de agentes públicos fora do exercício formal da função.

Confira os vídeos:

 

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