Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Esquema de R$ 300 milhões: PF prende cinco em nova fase de operação no AM

Grupo é suspeito de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e infiltração em estruturas institucionais.

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(Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – Um grupo criminoso investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro foi alvo da Operação Ruptura, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (20), no Amazonas. A ação resultou na prisão de cinco pessoas, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão em municípios do interior do estado e na capital.

Segundo a Polícia Federal, quatro mandados de prisão preventiva foram cumpridos. Em Santo Antônio do Içá, uma pessoa foi presa em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo. Durante as diligências, os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos, mídias digitais e documentos, que serão submetidos à perícia.

A Operação Ruptura é um desdobramento da Operação Linhagem, deflagrada em junho de 2025, que investiga a atuação de uma organização criminosa estruturada e com divisão de tarefas. Conforme as apurações, os suspeitos exerciam funções como negociação e fornecimento de entorpecentes, coordenação logística e utilização de empresas de fachada para ocultar a origem ilícita dos recursos.

O grupo atuava principalmente no tráfico de cocaína e maconha do tipo skunk, utilizando rotas fluviais e mecanismos de cooptação regional para o transporte das drogas. A atuação se concentrava nos municípios de Santo Antônio do Içá, Tonantins e Manaus.

Na primeira fase da investigação, durante a Operação Linhagem, foram cumpridos 12 mandados de prisão, 30 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão domiciliar, em Manaus e em outros três municípios do interior. A Polícia Federal estima que a organização tenha movimentado cerca de R$ 300 milhões em um período de três anos.

As investigações também identificaram o uso de laranjas, incluindo esposas e funcionárias do lar, para movimentar valores ilícitos. Parte dos recursos pode ter sido utilizada no financiamento de campanhas políticas, indicando a infiltração do grupo em estruturas institucionais. Entre os investigados estão membros de uma mesma família, um pai, três filhos e suas esposas, além de dois ex-vereadores, policiais civis e um ex-servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

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