Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Presidente de escola de samba volta a ser preso por violência doméstica, em Manaus

O dirigente já havia sido preso em janeiro pelo mesmo caso, mas acabou liberado após o pagamento de fiança.

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(Foto: Divulgação/Redes sociais/Cleildo Barroso, conhecido como “Caçula”)

Manaus (AM) – Cleildo Barroso, de 34 anos, presidente da escola de samba A Grande Família e conhecido como “Caçula”, foi detido nesta quinta-feira (5) na sede da agremiação, no bairro São José, Zona Leste de Manaus. De acordo com as informações, ele é investigado por suspeita de agressão contra a ex-esposa. O dirigente já havia sido preso em janeiro pelo mesmo caso, mas acabou liberado após o pagamento de fiança.

De acordo com apurações, a detenção foi realizada por agentes da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM). Imagens registradas pela Polícia Civil mostram quando o dirigente é escoltado pelos policiais no interior da sede da escola de samba. Nas cenas, ele aparece sem oferecer resistência durante a abordagem.

Nas redes sociais, a passista e ex-companheira Marryeth Figueiredo, de 29 anos, relatou que as agressões teriam sido provocadas por ciúmes, após o suspeito encontrar mensagens antigas no celular dela. Segundo o relato, ela recebeu tapas dentro de um carro e, já na residência do ex-marido, foi jogada no chão e ameaçada de morte. A vítima também afirmou em sua publicação que nenhuma situação justifica a violência e que ninguém tem o direito de agredir uma mulher.

Ela ainda relatou que foi intimidada com uma faca e conseguiu fugir ao pedir socorro. Os gritos chamaram a atenção de moradores da região, que acionaram a Polícia Militar.

Depois de deixar o local, Marryeth recorreu às redes sociais para narrar o que aconteceu e publicou vídeos e mensagens sobre o caso. Em suas postagens, ela também afirmou que Cleildo já teria se envolvido em episódios de agressão contra outras mulheres.

Em janeiro, a defesa da vítima considerou inadequada a soltura do investigado e informou que pediria ao MPAM medidas protetivas urgentes e a prisão preventiva. Já a defesa de Barroso afirmou que o caso é de natureza íntima, sem relação com o cargo na escola de samba, e disse que as medidas legais estão sendo tomadas, com esclarecimentos restritos às autoridades.