Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Poder no Congresso: Amazonas fica de fora do comando de comissões da Câmara

Enquanto São Paulo e Pará ampliam influência, bancada amazonense perde espaço em colegiados estratégicos no ano pré-eleitoral.

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(Foto: Arquivo /Câmara dos Deputados)

Manaus (AM) – A definição das presidências das comissões permanentes da Câmara dos Deputados para 2026 deixou o Amazonas fora do comando de todos os colegiados, considerados um dos principais espaços de poder e articulação política do Parlamento.

O cenário contrasta com o desempenho de outros estados, especialmente São Paulo e Pará, que ampliaram sua influência na estrutura interna da Casa.

Por outro lado, no Senado Federal, a bancada amazonense preservou posições estratégicas. Os três senadores do estado seguem como líderes partidários e integrantes das principais comissões da Casa, ainda que nenhum deles presida colegiados neste ano.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) permanece como líder do PSD, bancada composta por 13 senadores. Eduardo Braga (MDB-AM) continua no comando do MDB, que reúne 10 parlamentares, enquanto Plínio Valério (PSDB-AM) segue como líder do PSDB no Senado, partido com três senadores.

Além da liderança partidária, Aziz, Braga e Valério continuam como membros titulares das comissões mais influentes do Senado: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Apesar disso, nenhum dos três senadores amazonenses ocupará a presidência de comissões em 2026. No Senado, as eleições para o comando dos colegiados ocorrem a cada dois anos, juntamente com a escolha da Mesa Diretora, diferentemente da Câmara dos Deputados, onde o rodízio das presidências é anual.

Com o Amazonas sem presidências nas comissões permanentes na Câmara dos Deputados em 2026, o Pará irá liderar duas, e São Paulo cinco, incluindo a Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais.

Presidir comissões dá visibilidade, poder de agenda e influência política, especialmente em ano pré-eleitoral. A falta de representação do Amazonas mostra um desafio para sua bancada, enquanto Pará e São Paulo se destacam.

No Pará, Keniston Braga (MDB) presidirá a Comissão de Desenvolvimento Urbano e Joaquim Passarinho (PL) a de Minas e Energia. São Paulo domina cinco das 22 comissões permanentes, consolidando sua influência até em pautas da Amazônia.

A distribuição das presidências segue acordos políticos e o tamanho das bancadas, funcionando como vitrine e instrumento de negociação na Câmara.

Visibilidade e poder político

As comissões permanentes são responsáveis por analisar projetos de lei, definir prioridades legislativas, convocar audiências públicas e, em muitos casos, dar parecer terminativo às matérias, o que dispensa votação em plenário.

Presidir um colegiado significa controle da pauta, maior visibilidade política e poder de articulação, fatores que ganham ainda mais relevância em um ano marcado pelo calendário pré-eleitoral.

Nesse contexto, a ausência do Amazonas no comando das comissões da Câmara em 2026 evidencia um desafio para a bancada federal do estado, justamente em um período em que as comissões assumem papel central na tramitação de propostas e na formação de consensos políticos.

Enquanto isso, São Paulo consolida sua presença nacional ao se destacar nos comandos de colegiados estratégicos, inclusive em temas ligados à Amazônia, e o Pará desponta como principal força política da Região Norte na Câmara.

Pará se destaca na Região Norte

Entre os sete estados do Norte, apenas o Pará conseguiu espaço nas presidências de comissões permanentes da Câmara dos Deputados em 2026, com dois parlamentares à frente de colegiados considerados estratégicos.

Na Comissão de Desenvolvimento Urbano, foi eleito presidente o deputado Keniston Braga (MDB-PA). O colegiado trata de temas como política urbana, habitação, saneamento básico e mobilidade nas cidades.

Já a Comissão de Minas e Energia, uma das mais relevantes para estados produtores e para debates sobre energia, mineração e recursos naturais, será presidida pelo deputado Joaquim Passarinho (PL-PA).

Com esse resultado, o Pará se consolida como o estado mais influente da Região Norte na estrutura interna da Câmara dos Deputados em 2026.

São Paulo amplia influência, inclusive na pauta amazônica

No cenário nacional, São Paulo foi o estado com maior número de presidências de comissões permanentes, ampliando sua influência política no Parlamento.

A escolha de uma deputada paulista para presidir a Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais reforça a concentração de poder político em estados com grandes bancadas, mesmo em áreas diretamente relacionadas aos interesses da Região Norte.

A distribuição das presidências segue acordos entre líderes partidários e o critério da proporcionalidade das bancadas. Na prática, os comandos das comissões funcionam como vitrines políticas e instrumentos de negociação dentro da Câmara dos Deputados.

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(Foto: Reprodução BNC)

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