Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Rozenha cobra mais recursos do FNO para o Amazonas e critica desigualdade na liberação de crédito pelo Banco da Amazônia

Deputado afirma que, mesmo com o segundo maior PIB da Região Norte, o Amazonas recebe menos financiamentos que estados economicamente menores.

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(Foto: Danilo Mello/Aleam)

Manaus (AM) – O deputado estadual Rozenha (PSD) fez um alerta sobre o que classificou como uma distorção na distribuição de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), operado pelo Banco da Amazônia (Basa).

Segundo o parlamentar, mesmo possuindo o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) da Região Norte, o Amazonas tem recebido menos financiamentos do que estados com economias menores. “O Amazonas tem o segundo PIB da região e, ainda assim, aparece apenas na quarta posição na distribuição de recursos. Isso, a meu ver, é uma injustiça que precisa ser corrigida”, afirmou.

Durante o discurso, Rozenha direcionou a crítica à forma como o banco tem operado o crédito voltado ao desenvolvimento regional. Ele destacou que estados com menor participação econômica estariam recebendo valores mais expressivos. “Quando você analisa os recursos operados em 2025, o Pará aparece em primeiro lugar, o que é compreensível. Mas o que chama atenção é que estados com menor peso econômico acabam recebendo mais que o dobro de recursos do Amazonas”, disse.

O deputado citou como exemplo o volume de financiamentos destinados a estados como Tocantins e Rondônia, que, segundo dados recentes da aplicação do fundo, aparecem à frente do Amazonas na captação de recursos. “É por isso que a atividade empresarial no interior do Amazonas está travada. Projetos que poderiam gerar emprego e renda acabam não avançando por falta de financiamento”, declarou.

Desenvolvimento e preservação

Durante o pronunciamento, o deputado também ressaltou que o Amazonas mantém um modelo econômico baseado na preservação ambiental, o que, segundo ele, deveria ser considerado na política de financiamento da região. “Nós temos 98% da nossa floresta preservada. Isso acontece porque a nossa atividade econômica é baseada em uma indústria limpa, que não degrada a natureza. Mesmo assim, projetos viáveis acabam ficando travados”, afirmou.

Pressão política

Ao final do discurso, Rozenha defendeu maior articulação política para garantir que o Amazonas amplie sua participação na distribuição dos recursos do fundo. “O estado não pode continuar sendo prejudicado. O empresariado do Amazonas precisa ter acesso real a esses recursos para destravar investimentos e fortalecer a economia regional”, concluiu.

 

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