Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Vereador propõe reconhecer música eletrônica como patrimônio cultural imaterial de Manaus

De acordo com a proposta, caberá ao Poder Executivo regulamentar a futura lei, caso ela seja aprovada e sancionada. A norma entraria em vigor na data de sua publicação.

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(Foto: Éder França & Cleuton Silva/CMM & Divulgação/CMM)

Manaus (AM) – Um projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Manaus propõe reconhecer a música eletrônica como manifestação cultural e bem de natureza imaterial do patrimônio cultural do município. A iniciativa é de autoria do vereador Dione Carvalho (Agir).

O Projeto de Lei nº 293/2026 estabelece que o ritmo da música eletrônica passe a integrar oficialmente o patrimônio cultural imaterial da capital amazonense. O texto também determina que o reconhecimento tenha proteção do município, com incentivo à “preservação” e à continuidade da “manifestação cultural” para as futuras gerações.

De acordo com a proposta, caberá ao Poder Executivo regulamentar a futura lei, caso ela seja aprovada e sancionada. A norma entraria em vigor na data de sua publicação.

Na justificativa do projeto, o vereador argumenta que a música eletrônica se consolidou como uma forma contemporânea de expressão artística. O texto destaca que o gênero reúne produtores, DJs, artistas visuais e empreendedores e mobiliza público em eventos e festivais realizados na cidade.

A justificativa também aponta que, em Manaus, a música eletrônica integra o cenário cultural urbano e dialoga com a diversidade amazônica. Segundo o documento, a atividade estimula a economia criativa, fortalece o turismo de eventos e gera oportunidades no setor cultural.

O projeto ressalta que o reconhecimento como patrimônio cultural imaterial não implica tombamento nem criação de restrições administrativas. A medida teria caráter simbólico e representaria um compromisso do poder público municipal com a valorização e o incentivo às expressões culturais presentes na comunidade local.

Ainda conforme o texto, a declaração busca reconhecer a música eletrônica como expressão artística legítima e como parte do legado cultural que pode ser preservado para as próximas gerações.

Levantamento da Divisão de Redação e Revisão da Câmara indica que não foram identificados projetos em tramitação ou legislações municipais relacionados ao mesmo tema.

O projeto segue em tramitação na Câmara Municipal de Manaus para análise e demais providências legislativas.

Nas redes sociais, a propositura do vereador não foi bem recebida por parte dos eleitores. Em comentários publicados nas plataformas digitais, internautas afirmaram que o parlamentar poderia dedicar atenção a pautas consideradas mais prioritárias e urgentes. Outros também questionaram se os eleitores que votaram no vereador nas Eleições Municipais de 2024 estão satisfeitos com a atuação dele.

“A gasolina em Manaus está a 7,49, e o vereador, que deveria denunciar esse absurdo, não quer colocar um projeto sem fundamento nenhum para votar. Vereador, faça um projeto para que vocês sejam reduzidos para 10 vereadores e que o salário seja igual ao de um CLT, para que vocês, vereadores, andem de ônibus”, disse.

Em tom irônico, outro internauta afirmou que, com o projeto de lei apresentado pelo vereador, Manaus passará a ser uma capital de “primeiro mundo”.

“Agora sim, Manaus passará a ser uma cidade de primeiro mundo. Acabaram os buracos da cidade, os igarapés serão totalmente limpos, estaremos em pleno emprego e será o fim da pobreza. Show, vereador, huuuuuuuu”, disse outro.

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(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

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