Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Sinésio Campos chama Trump de ‘genocida’ em discurso na Aleam

Parlamentar classificou o presidente dos EUA como “genocida” e anunciou moção de agravo.

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(Foto: Danilo Mello/Aleam)

Manaus (AM) – O deputado estadual Sinésio Campos (PT) criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o republicano atacar o Papa Leão XIV. As declarações ocorreram durante a 27ª Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nesta terça-feira (14).

O parlamentar não poupou críticas ao presidente norte-americano após suas falas sobre o pontífice. Sinésio também condenou ações militares dos Estados Unidos em países como Venezuela, Cuba, Irã e Líbano, e chamou Trump de “genocida”.

Durante a sessão, Sinésio Campos apresentou em plenário uma imagem de Donald Trump gerada por inteligência artificial, que o retratava como Jesus. O conteúdo havia sido apagado das redes sociais do presidente após críticas e acusações de blasfêmia.

Repercussão das declarações

As críticas de Donald Trump foram interpretadas de forma negativa por internautas e por setores da Igreja Católica. Ao comentar posicionamentos do Papa Leão XIV sobre ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela, Trump afirmou que o pontífice deveria deixar de tentar “agradar a esquerda radical”. Ele também o classificou como fraco e ruim em política externa.

As declarações geraram reação do Papa, que afirmou não ter medo do presidente norte-americano.

“Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha. Não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”, disse o Papa Leão XIV na ocasião.

O pontífice também afirmou que não vê seu papel como político e que não pretende entrar em debate com o presidente dos Estados Unidos.

Pronunciamento na Aleam

Após os acontecimentos desta segunda-feira (14), Sinésio Campos usou a tribuna para criticar a postura de Donald Trump em relação ao Papa.

Durante o discurso, o deputado voltou a chamar Trump de “genocida” e afirmou que os Estados Unidos historicamente atuam como “senhor da guerra”.

“Imagina o nível de desrespeito ao dizer que o Papa não entende nada de geopolítica e afirmar que ele apoia o crime apenas por não estar do lado dos Estados Unidos. Esse é o nível a que chegamos. Quem sempre foi o senhor da guerra foram os Estados Unidos e, de forma direta, esse presidente. Tenho certeza de que o povo norte-americano jamais dará guarida a alguém como ele”, afirmou.

Moção de agravo

Além das críticas, Sinésio Campos anunciou que pretende apresentar uma moção de agravo contra as declarações de Donald Trump. Segundo o deputado, a Assembleia não pode se omitir diante da situação.

Para ele, o presidente dos Estados Unidos tenta atingir a Igreja Católica e instituições religiosas de forma geral.

“Tenho certeza de que alguém que não respeita nem o cidadão norte-americano, que hoje é o Papa Leão XIV, também tenta atacar as instituições religiosas e, principalmente, a vida. Por isso, não poderia ficar calado diante disso. Esta Casa não deveria se omitir”, declarou.

 

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