Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Motoristas de aplicativo protestam em Manaus contra projeto que prevê taxa de até 30% sobre corridas

Categoria contesta proposta que regulamenta serviços e prevê cobrança de até 30% pelas plataformas.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Manaus (AM) – A insatisfação com a análise e a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 152, que regulamenta os serviços de transporte e entrega por aplicativo, chegou a Manaus. Na manhã desta terça-feira, motoristas por aplicativo da capital amazonense se manifestaram contra o texto.

Unidos em um movimento nacional, os motoristas por aplicativo de Manaus convocaram uma paralisação contra o PLP, que visa regulamentar os serviços de transporte privado de passageiros e entregas por aplicativo no país.

O PLP 152/2025, que será votado na Câmara dos Deputados, em Brasília, caracteriza as plataformas como um “serviço de intermediação” e concede às empresas o direito de cobrar uma taxa de até 30% sobre o valor das corridas.

Em Manaus, a manifestação ocorreu em vias principais da cidade, como as avenidas das Torres, Efigênio Salles e Yara Ipiranga, o que provocou lentidão no trânsito da capital.

O texto, relatado pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), também define os trabalhadores como autônomos e responsabiliza os condutores por eventuais episódios com clientes.

Reação nas redes sociais

Nas redes sociais, o Sindicato dos Motoristas com Aplicativos do Estado de São Paulo (STATTESP) publicou a convocação da manifestação nacional e tem se referido ao projeto como “PLP dos Patrões”.

“Pelo fim do novo relatório que só beneficia as plataformas e precariza ainda mais o nosso trabalho. Não aceitaremos um relatório que ignora a nossa realidade e os nossos direitos. Se o CEO da Uber diz que cobra 20%, por que o PLP quer oficializar 30%? Essa conta não fecha e a exploração tem que acabar”, escreveu a entidade.

 

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