Cadeira de governador do Amazonas (Foto: Arquivo/Secom e IA)
Manaus (AM) – Ex-deputado federal e atual pré-candidato ao Senado Federal, Marcelo Ramos fez duras críticas ao processo que levou à eleição indireta para o governo do Amazonas, classificando o episódio como uma articulação política que ignorou a vontade popular
Segundo ele, a renúncia do governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza foi inesperada e levantou questionamentos sobre a legitimidade do processo.
“O que aconteceu foi que colocaram o cargo de governador numa mesa de negociação, como se fosse uma roleta, e decidiram entregar para alguém que não foi eleito para isso”, afirmou.
Crítica direta ao processo político
Ramos afirma que a eleição indireta na Assembleia Legislativa já tinha resultado definido antes mesmo de ocorrer.
“É uma eleição de cartas marcadas. Não existe disputa real quando um candidato controla quase um bilhão de reais de orçamento e tem todos os deputados sob influência”, disse.
Decepção com vice-governador
O ex-deputado também não poupou críticas ao ex-vice.
“O Tadeu dizia que queria ser governador. Nunca teve um voto e, quando teve a oportunidade, renunciou. Isso não é uma decisão republicana”, declarou.
Recusa em disputar eleição simbólica
Ramos afirmou que chegou a considerar entrar na disputa para denunciar o processo, mas recuou.
“Eu não tenho por que me submeter a uma eleição em que eu teria zero votos. Minha posição é denunciar, não legitimar esse processo”, concluiu.
Assista à entrevista na íntegra:
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