(Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
Manaus (AM) – O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) afirmou que sua decisão de disputar uma vaga ao Senado em 2026 está diretamente ligada à necessidade de qualificar o debate político no Amazonas e enfrentar o avanço do bolsonarismo no Estado. Segundo ele, a eleição para deputado federal deixou de cumprir esse papel
Ramos avalia que a disputa proporcional perdeu densidade política e passou a ser dominada por práticas locais e pouco estruturantes.
“Hoje a eleição para deputado federal virou quase uma eleição de vereador. Você não consegue debater os problemas do Estado, não consegue discutir o futuro. É uma eleição baseada em liderança comunitária, em troca, em pequenas ações”, afirmou.
Senado como espaço estratégico
Para o ex-parlamentar, a corrida ao Senado permite um nível mais elevado de discussão pública.
“A eleição do Senado tem mais tempo, mais entrevistas, mais capacidade de formular propostas. É ali que você consegue falar do Amazonas de verdade”, disse.
Além da motivação pessoal, Ramos também aponta uma razão política central: a ausência de candidaturas alinhadas ao campo progressista.
“Hoje todas as candidaturas colocadas são da centro-direita para a direita. Eu não posso permitir que o eleitor progressista fique sem opção”, declarou.
Polarização nacional influencia disputa local
Ramos avalia que o cenário eleitoral no Amazonas será diretamente impactado pela disputa nacional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o campo bolsonarista.
“Nós vamos ter uma campanha muito polarizada. E alguém precisa fazer o enfrentamento político aqui no Estado, porque nem todos os candidatos vão fazer isso”, afirmou.
Segundo ele, sua candidatura cumpre esse papel dentro da chapa majoritária.
Assista à entrevista na íntegra:
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