Segundo o parlamentar, o governo já enfrentou vitórias e derrotas no Parlamento sem que isso comprometesse o diálogo institucional.
— A relação continua a mesma. Nós já tivemos vitórias e derrotas no Senado, no Congresso e na Câmara dos Deputados e a relação não mudou. Não mudou e nem mudará — afirmou.
A indicação de Messias foi rejeitada por 42 votos a 34. Para Randolfe, o resultado não esteve ligado ao desempenho do indicado durante a sabatina, mas a fatores políticos, incluindo o cenário pré-eleitoral. Ele ressaltou que o nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva atendia aos requisitos necessários para o cargo.
A vaga no STF surgiu após o anúncio de aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025. Esta foi a terceira indicação feita por Lula no atual mandato.
O relator da indicação, senador Weverton (PDT-MA), reconheceu a derrota do governo, mas afirmou que o presidente não deve encaminhar um novo nome de imediato.
— O que está se discutindo é que impuseram uma derrota a uma pessoa que nada tinha a ver com o processo eleitoral. Cometeram uma injustiça enorme com o ministro Messias — declarou.
Reações da oposição
Para o líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), a decisão do Senado representa um revés significativo para o governo federal.
— Hoje acaba o Lula 3. Perde credibilidade e capacidade de articulação. Sem dúvida nenhuma, o governo sofre hoje uma derrota acachapante — afirmou.
Avaliação no Senado
Já o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), destacou o caráter democrático da votação. Favorável à indicação, ele lamentou o resultado e elogiou o perfil de Messias.
— Cada um vota como acha. A democracia é assim. Lamento muito, mas é página virada — disse.
Apesar do revés, a base governista reforça que o episódio não compromete a condução política do Executivo no Congresso, mantendo o discurso de continuidade no diálogo institucional entre os Poderes.