Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Após eleição unânime na ALEAM, Marcelo Ramos chama deputados de “burros” e atinge até aliados como Sinésio Campos

Em publicação nas redes sociais, Marcelo Ramos classificou a decisão do parlamento em tom duro e generalizado.

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(Foto-montagem: Alberto César Araújo/Aleam - Danilo Mello/Aleam)

Manaus (AM) – A eleição por unanimidade de Roberto Cidade para o Governo do Amazonas, com apoio integral dos 24 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM), provocou forte reação do ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT), hoje apontado como pré-candidato ao Senado em um arco de alianças politicamente oposto ao grupo liderado por Roberto Cidade.

Em publicação nas redes sociais, Ramos classificou a decisão do parlamento em tom duro e generalizado.

apos-eleicao-unanime-na-aleam-“Já dizia Nelson Rodrigues: ‘Toda unanimidade é burra!’ Essa, além de burra, custa mais de 800 milhões ao contribuinte amazonense!”, escreveu o ex-parlamentar ao comentar o resultado da votação.

Ao mirar a unanimidade, Marcelo acabou chamando de “burros”, na prática, todos os 24 deputados que votaram favoravelmente à chapa de Roberto Cidade e Serafim Corrêa — inclusive o deputado Sinésio Campos (PT), principal liderança petista na ALEAM, que acompanhou a maioria do plenário.

Marcelo Ramos foi deputado federal pelo Amazonas e chegou ao posto de vice-presidente da Câmara dos Deputados, tornando-se um dos nomes de maior projeção nacional da política amazonense. Em 2022, no entanto, acabou derrotado nas urnas ao tentar a reeleição para a Câmara Federal, ficando fora da bancada amazonense em Brasília.

Crítica pública

A crítica pública também chama atenção por um componente político: Marcelo Ramos já esteve próximo de Serafim Corrêa, atual vice-governador eleito. No passado, durante a gestão de Serafim na Prefeitura de Manaus, Marcelo integrou a administração municipal, e o ex-prefeito chegou a sair em sua defesa em momentos de tensão política nacional, demonstrando alinhamento público entre ambos.

Nos bastidores, a leitura é de que Marcelo busca consolidar um discurso de oposição frontal ao novo grupo político que assume o comando do Estado.

O tom da crítica, porém, elevou a temperatura do debate ao atingir não apenas adversários, mas também parlamentares historicamente ligados ao seu campo político — caso de Sinésio Campos — ampliando o desgaste e evidenciando as fissuras no campo progressista amazonense.

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