(Foto: Reprodução /Redes Sociais)
Manaus (AM) – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou os pedidos de liberdade apresentados pelas defesas de Cleusimar de Jesus Cardoso e Ademar Farias Cardoso Neto, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, presos preventivamente por suspeita de tráfico de drogas e associação para o tráfico no caso que investiga o uso e a distribuição de cetamina em Manaus.
As decisões foram assinadas pelo ministro Sebastião Reis Júnior, que afirmou não identificar, neste momento, os requisitos necessários para a concessão da liberdade provisória.
As defesas alegaram excesso de prazo na tramitação do processo e sustentaram que ambos estariam sofrendo constrangimento ilegal devido à demora no andamento da ação penal. Os advogados também pediram a substituição das prisões preventivas por medidas cautelares alternativas, como monitoramento eletrônico e comparecimento periódico à Justiça.
Na decisão, o ministro destacou que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) manteve as prisões preventivas com base na gravidade concreta da conduta investigada, na suposta atuação estruturada do grupo e no uso de ambiente familiar e comercial para difusão de substâncias entorpecentes e medicamentos controlados.
O magistrado ainda determinou que a 3ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas de Manaus envie informações atualizadas sobre o processo, incluindo a fase atual da ação penal, atos praticados após 7 de abril deste ano, eventual nova sentença e a situação prisional dos investigados.
Condenação anulada
Em 2024, Cleusimar Cardoso Rodrigues e Ademar Farias Cardoso Neto foram condenados a 10 anos, 11 meses e oito dias de prisão em regime fechado pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A sentença foi proferida pelo juiz Celso de Paula, titular da 3ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas.
Também foram condenados à mesma pena a ex-gerente do salão Belle Femme, Verônica Seixas; o personal trainer Hatus Silveira; José Máximo de Oliveira; Sávio Soares Pereira, proprietário e funcionário da clínica veterinária MaxVet; e Bruno Roberto Lima, ex-namorado de Djidja.
Já a maquiadora Claudiele da Silva, o maquiador Marlisson Vasconcelos Dantas e o motoboy da clínica veterinária, Emicley Araújo, foram absolvidos.
Posteriormente, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas anulou as sentenças de Cleusimar, Ademar e outros quatro acusados no chamado “Caso Djidja”. A decisão acompanhou o voto da desembargadora Luiza Marques, que reconheceu a nulidade da sentença após identificar que laudos das substâncias apreendidas foram anexados tardiamente ao processo, sem abertura de prazo para manifestação das defesas.
Caso Djidja
Djidja Cardoso morreu no dia 28 de maio de 2024, aos 32 anos, no quarto da casa onde morava com a mãe e o irmão, no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou como causa da morte “depressão respiratória e cardíaca” provocada pelo abuso de cetamina, substância anestésica utilizada na medicina veterinária.
Dois dias após a morte, a Polícia Civil deflagrou a operação Mandrágora, que resultou nas prisões preventivas de Cleusimar, Ademar e da ex-gerente do salão Belle Femme, Verônica Seixas. Com os investigados, foram apreendidos frascos de cetamina, seringas e agulhas.
Na segunda fase da operação, realizada em 7 de junho de 2024, também foram presos o ex-namorado de Djidja, Bruno Roberto Lima; o personal trainer Hatus da Silveira; José Máximo, proprietário da clínica veterinária MaxVet; além dos funcionários Sávio Soares Pereira e Emicley Araújo Freitas Júnior.
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