Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Pré-candidato a deputado federal do Amazonas critica ação da Fiesp contra a Zona Franca de Manaus

Declaração destaca a importância econômica e ambiental do modelo para o Amazonas e critica ataques ao sistema de incentivos.

(Foto: Divulgação/ Suframa)

O pré-candidato a deputado federal do Amazonas, Arthur Virgílio Neto, criticou a tentativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) de atacar judicialmente a Zona Franca de Manaus. Segundo ele, o movimento representa mais um episódio de resistência ao modelo econômico da região.

“A tentativa da Fiesp de atacar judicialmente a Zona Franca de Manaus não surpreende. Ao longo da história, sempre que o Amazonas conquista avanços da preservação de seu modelo econômico, surgem reações de quem enxerga o Brasil apenas a partir do eixo sul-sudeste”, afirmou.

O pré-candidato destacou que a Zona Franca de Manaus não representa privilégio, mas uma compensação constitucional pelas dificuldades logísticas, geográficas e estruturais enfrentadas pela Amazônia.

“A Zona Franca é compensação constitucional por todas as logísticas, geográficas e estruturais enfrentadas pela Amazônia. É um modelo criado para gerar desenvolvimento, emprego, renda e, principalmente, proteger a floresta em pé, que é a mais protegida floresta de todas que existe no mundo, cerca de 90% pelo menos de floresta original de pé”, declarou.

Na avaliação dele, causa estranheza que setores industriais de São Paulo tratem o modelo como ameaça, apesar da relevância econômica e ambiental da Zona Franca para o Amazonas.

“Defender a Amazônia é defender a Zona Franca. Defender a soberania nacional é defender a Zona Franca. É garantir oportunidade para milhões de brasileiros que vivem na região norte”, disse.

O pré-candidato também ressaltou que os incentivos fiscais da Zona Franca estão previstos na Constituição Federal e foram reafirmados pelo Congresso Nacional durante a Reforma Tributária.

“Não existe benefício excessivo. Existe o reconhecimento de uma realidade regional única, que existe tratamento diferenciado para manter a competitividade da indústria instalada em Manaus”, afirmou.

Ele ainda argumentou que o modelo não prejudica o restante do país e contribui para diferentes cadeias produtivas nacionais.

“Além disso, é importante lembrar, a Zona Franca não tira empregos do Brasil, ela gera empregos no Brasil e gera empregos em São Paulo. Ela movimenta cadeias produtivas nacionais, arrecada atributos, fomenta inovação e contribui diretamente para o equilíbrio ambiental de todo o planeta”, declarou.

Ao final, o pré-candidato defendeu que a Amazônia seja vista não apenas como território de preservação, mas também como espaço de desenvolvimento econômico e social.

“O que esperamos, então, é respeito à Amazônia, à Constituição e à decisão soberana do Congresso Nacional. A Amazônia não pode ser vista apenas como território de preservação. Ela precisa ser vista também como território de desenvolvimento, dignidade e oportunidade para o seu povo”, concluiu.

 

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