Segundo Fausto Júnior, há uma “narrativa falsa” de que parlamentares favoráveis à transição seriam contra a redução da carga horária semanal. “Eu sou a favor do fim da escala 6 por 1. E sou tão a favor que sou coautor da PEC junto com a deputada Erika Hilton. É um absurdo essa mentira que colocam, como se a gente fosse contra a redução da carga horária”, declarou.
O deputado argumentou que a discussão precisa considerar os impactos econômicos e operacionais da medida, especialmente em setores essenciais da economia. Para ele, embora o discurso em torno da proposta seja positivo, a implementação exige cautela.
“Na prática, a coisa é diferente. A gente precisa ter responsabilidade em relação aos serviços essenciais, ao aumento da inflação e a diversas preocupações que precisam ser superadas para que essa conquista aconteça de forma concreta para os trabalhadores”, afirmou.
Fausto Júnior também defendeu a construção de uma transição “com equilíbrio e responsabilidade”, por meio de emendas debatidas no Congresso Nacional. Apesar disso, reforçou o compromisso com a aprovação do fim da escala 6×1. “A gente vai aprovar o fim da escala 6 por 1 e eu sou favorável”, completou.
A repercussão ganhou força após a divulgação de que os deputados federais Alberto Neto e Fausto Júnior assinaram a emenda apresentada por Tião Medeiros, que prevê o adiamento da implementação do novo modelo para 2036. A proposta já conta com o apoio de 174 parlamentares, sendo 27 da bancada da Amazônia.
As PECs 221/2019 e 08/2025, apresentadas pelos deputados Reginaldo Lopes e Erika Hilton, propõem a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas. No entanto, as discussões na Câmara apontam para um possível consenso em torno da redução para 40 horas semanais.
Em nota anterior, Fausto Júnior já havia defendido que a mudança ocorra de forma gradual, visando preservar empregos, garantir segurança jurídica e proteger setores considerados estratégicos para estados como o Amazonas.
O debate também mobilizou entidades empresariais. A Abrasel Amazonas afirmou acompanhar as discussões e defendeu que qualquer alteração ocorra com diálogo entre trabalhadores, empresários e poder público. A entidade alertou que a proibição da escala 6×1 pode afetar o funcionamento de bares e restaurantes, especialmente nos fins de semana e feriados, períodos de maior movimento.
O relator da proposta na Câmara, Leo Prates, deve apresentar o parecer sobre as PECs nesta quarta-feira (20). A expectativa do presidente da Câmara, Hugo Motta, é colocar o texto em votação ainda neste mês.
Confira o vídeo de deputado federal Fausto Júnior: