Coronel Menezes reconhece aquilo que virou marca registrada de Salazar: o alcance digital e a capacidade de viralizar ataques. Segundo ele, “o poder digital dele de destruir é grande”, numa referência direta ao estilo agressivo e performático adotado pelo vereador nas redes sociais, ambiente onde vídeos, cortes e “marretadas” rendem mais engajamento do que propostas concretas.
A crítica central, no entanto, vai além da retórica. Menezes questiona se Salazar teria capacidade de fazer algo além de produzir embates virtuais. Em outras palavras: sair do papel de influenciador político e assumir o de parlamentar com densidade técnica e articulação real.
A fala expõe um ponto que incomoda até aliados silenciosos do vereador: o contraste entre o barulho digital e a atuação institucional. Enquanto nas redes sociais sobra indignação, no plenário, segundo os críticos, falta protagonismo. Menezes afirmar que Salazar teria passado “o ano todinho calado” como vereador.
A provocação fica ainda mais pesada quando o pré-candidato cita pautas históricas do Amazonas, como a defesa da Zona Franca de Manaus, a BR-319 e as licenças ambientais. O recado é claro: no Congresso Nacional, likes não garantem relevância política. Lá, o embate exige articulação, conhecimento técnico e capacidade de enfrentar bancadas inteiras que frequentemente votam contra os interesses amazônidas.
E é justamente aí que Menezes tenta encurralar Salazar politicamente. Ao sugerir que o vereador talvez não tenha conteúdo para enfrentar “500 deputados contra os oito do Amazonas”, o pré-candidato constrói a narrativa de que o parlamentar manauara seria eficiente apenas diante de uma câmera e um celular, não numa tribuna nacional.
A frase final do vídeo resume o ataque com um sarcasmo quase cinematográfico:
“Lá não vão dar espaço para vídeos e marretadas.”
A declaração funciona como uma tentativa de reduzir a atuação de Salazar a um espetáculo de internet, insinuando que sua força termina onde começam os debates técnicos e a política de bastidor.
Confira: