(Fotos: Marcelo Camargo e Lula Marques/Agência Brasil)
Manaus (AM) – Arthur Virgílio Neto, ex-senador e diplomata, participou do programa Onda News nesta sexta-feira (5), onde abordou o atual cenário político e suas metas eleitorais. Atualmente filiado ao MDB, o político confirmou sua pré-candidatura a deputado federal e ressaltou que o Brasil pertence aos seus cidadãos, independentemente de quem ocupe a presidência.
O entrevistado manifestou preocupação com a divisão política contemporânea e rejeitou posturas extremas.
“Eu não sei como está, eu não gosto de polarizações. Eu não gosto muito disso e não gosto de radicalismos”, declarou o ex-prefeito ao defender o equilíbrio e o bom senso.
Arthur Virgílio Neto utilizou o exemplo dos Estados Unidos para ilustrar como a união nacional em temas estratégicos fortalece uma potência, lamentando que o Brasil ainda não tenha aprendido a convergir em pontos fundamentais.
Durante o diálogo, o diplomata relembrou sua atuação como líder do governo Fernando Henrique Cardoso e como oposição ao governo Lula. Ele explicou que mantinha conversas constantes com adversários políticos, como José Dirceu e Aloízio Mercadante, por acreditar que o diálogo é essencial para a democracia.
“Governo sem oposição deixa de ser governo. Ele precisa da oposição para estimulá-lo a governar bem”, afirmou o pré-candidato ao reforçar que adversários devem ter pontos de encontro pelo bem do país
Em relação às pautas regionais, Arthur Virgílio Neto classificou a Zona Franca de Manaus como um modelo intocável para a preservação ambiental e a economia do Amazonas.
Ele também defendeu a conclusão das obras na rodovia BR-319 com infraestrutura completa e fiscalização rigorosa para mitigar danos ambientais e retirar o estado da exclusão geográfica.
Além das questões econômicas, o político condenou severamente a violência contra a mulher e defendeu penas rígidas para crimes de estupro.
Ao projetar sua atuação na Câmara Federal pelo MDB, o pré-candidato destacou que sua principal meta será unir a bancada do Amazonas. Para ele, os parlamentares do estado precisam ser respeitados e temidos em Brasília para garantir que os interesses locais sejam levados a sério.
Ele encerrou sua participação reiterando que sua volta à “ribalta nacional” foca na construção de uma sociedade mais justa e no desenvolvimento sustentável da Amazônia.
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