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Manaus, 19 de julho de 2026
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Manaus, 19 de julho de 2026

Cenário

Vereador de Manaus critica restrições impostas por Moraes a Bolsonaro

Capitão Carpê questionou as restrições determinadas pelo ministro do STF e disse que o ex-presidente perdeu o direito de se comunicar com apoiadores.

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(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom /Agência Brasil)

Manaus (AM) – O vereador de Manaus Capitão Carpê (PL) comentou, em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (18), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar. O parlamentar classificou as medidas como injustas e afirmou que o ex-presidente é alvo de perseguição política.

Em decisão publicada na sexta-feira (17), Moraes suspendeu por 30 dias o direito de Bolsonaro receber qualquer tipo de visita, inclusive de familiares. Permanecem autorizadas apenas visitas de médicos, fisioterapeutas e advogados.

O ministro também proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de outubro, além da divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado.

No caso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e inscrito como seu advogado, continua em vigor a restrição que impede visitas ao pai pelo período de 90 dias. A medida foi mantida após o parlamentar divulgar, em 11 de julho, uma carta escrita por Bolsonaro nas redes sociais.

Ao comentar a decisão, Capitão Carpê afirmou que Bolsonaro tem sido privado de direitos e criticou as medidas determinadas pelo ministro do STF.

“Bolsonaro foi julgado, condenado e agora enforcado injustamente por Alexandre de Moraes. É exatamente isso, pessoal. Estamos vendo o presidente da República mais popular dos últimos tempos sendo eliminado, pouco a pouco, de qualquer direito de se expressar com milhões de brasileiros. Um absurdo”, disse.

Na sequência, o vereador comparou a situação do ex-presidente ao período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso e afirmou haver tratamento diferente entre os dois casos.

“O que mais revolta e deixa as pessoas indignadas é o fato de que, diferente dessa censura e da perseguição que estamos vendo, Lula comandava exatamente a campanha de Haddad de dentro do presídio, quando foi preso por corrupção. Ele recebia aliados, fazia reuniões, dava centenas de entrevistas e tinha total liberdade de se expressar. Por que com Bolsonaro é diferente? Vamos pensar aí”, afirmou o vereador.

Durante a manifestação, Capitão Carpê também comentou as restrições impostas ao ex-presidente durante o período eleitoral. Segundo ele, Bolsonaro está impedido de manter contato com outras pessoas e de divulgar manifestações públicas.

“Hoje Bolsonaro não pode sequer manter contato com ninguém até o fim das eleições, além de não poder divulgar nada, nem mesmo uma simples carta, e hoje está proibido de receber o próprio filho em sua casa”, declarou.

O vereador voltou a afirmar que as medidas representam perseguição política contra a direita no Brasil e questionou os motivos para as restrições impostas ao ex-presidente.

“Esse é o nível de absurdo a que chegou a perseguição contra a direita no Brasil. Aí fica a pergunta: qual o grande mal que Bolsonaro faria se ele pudesse receber pessoas na sua casa? Exatamente nada”, comentou Carpê.

Ao encerrar o vídeo, Capitão Carpê afirmou que o debate em torno das medidas adotadas contra Bolsonaro ultrapassa a disputa eleitoral e envolve, segundo ele, a liberdade dos brasileiros.

 

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