Manaus, 28 de agosto de 2026
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Manaus, 28 de agosto de 2026

Cenário

GAECO tenta rastrear mandantes, dinheiro, pistoleiros e eventual proteção de agentes públicos em conflito por terras

MPAM pede GAECO em investigação de homicídios e conflitos por terras no Amazonas.

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(Foto: Hirailton Gomes e Divulgação/MPAM)

Manaus (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) solicitou a atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) em uma investigação que reúne denúncias sobre homicídios, conflitos fundiários e possível participação de agentes públicos.

A apuração tramita sob sigilo e envolve uma notícia de fato que, segundo o MP, pode ter dimensão maior do que a investigação isolada de homicídios. O documento menciona a possibilidade de uma estrutura organizada formada por diferentes núcleos, incluindo possíveis mandantes, executores armados e pessoas responsáveis por eventual proteção ou favorecimento.

O Ministério Público ressalva que não há, neste momento, conclusão sobre a existência de organização criminosa. A caracterização dependerá da confirmação dos requisitos previstos na legislação.

Entre os elementos que levaram ao pedido de atuação especializada estão notícias de sucessivos homicídios relacionados a conflitos fundiários, possível divisão de tarefas, interesses econômicos ligados à posse ou exploração de terras e eventual participação, proteção, favorecimento ou corrupção de agentes públicos.

A documentação também cita o homicídio de L. M. e mortes ocorridas em 25 de abril de 2026. O MP determinou que o GAECO avalie se existe relação entre esses episódios e outros casos de violência, ameaças ou tentativas de homicídio ligados ao mesmo conflito fundiário.

A investigação também deverá analisar eventual fluxo financeiro ou patrimonial relacionado aos crimes, possíveis intermediários, financiadores e apoio logístico, além de verificar se houve eventual interferência ou favorecimento de agentes públicos.

Outro ponto de atenção envolve a própria Polícia Civil local. O MP menciona uma alegação ainda não comprovada de possível favorecimento por agentes públicos e, por isso, determinou que diligências sensíveis diretamente direcionadas à Delegacia de Polícia Civil de Boca do Acre sejam, por enquanto, postergadas até a análise preliminar do GAECO.

A Notícia de Fato foi prorrogada por 90 dias e teve o sigilo decretado. O MP também acolheu o declínio de atribuição do Ministério Público Federal, reconhecendo a atribuição do MPAM para adotar as providências criminais cabíveis.

 

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