(Foto: Divulgação)
Manaus (AM) – Dezesseis famílias atingidas por um incêndio no Bloco 5 do Residencial Viver Melhor III, em Manaus, ainda aguardam respostas sobre assistência e segurança do imóvel. O incêndio ocorreu em 9 de agosto e, segundo a Defensoria Pública do Amazonas, o Governo do Estado ainda não apresentou uma solução considerada suficiente para os moradores.
O defensor público Carlos Almeida Filho afirmou que a situação preocupa não apenas pela necessidade de assistência social, mas principalmente pela falta de uma avaliação técnica capaz de indicar se o prédio oferece condições seguras para os moradores retornarem aos apartamentos.
Segundo Almeida, a Defensoria tentou organizar uma audiência envolvendo o município e o Estado para buscar uma solução conjunta. De acordo com o defensor, porém, a resposta recebida do Governo do Amazonas foi interpretada como uma tentativa de “lavar as mãos” diante da situação.
A principal dúvida dos moradores permanece sem resposta: é seguro voltar para casa?
“As famílias não sabem se conseguem voltar para dormir”, relatou o defensor.
Famílias relatam prejuízos após incêndio
Uma das moradoras citadas pela Defensoria, Carol, afirmou que recebeu auxílio do município, mas considera o suporte insuficiente.
Segundo ela, oito pessoas vivem na família e, desde o incêndio, o grupo enfrenta dificuldades com despesas de aluguel e a perda ou desorganização dos pertences.
Outro caso relatado pela Defensoria envolve uma moradora cujo apartamento teria sido completamente atingido pelas chamas.
Segundo Carlos Almeida Filho, há famílias que perderam os imóveis e os bens que estavam dentro deles e ainda aguardam uma resposta sobre as medidas de assistência.
Defensoria cobra laudo sobre o prédio
Além do auxílio financeiro e social, a Defensoria Pública cobra do poder público uma avaliação técnica das condições do bloco atingido pelo incêndio.
O laudo é considerado fundamental para esclarecer se os apartamentos podem ser ocupados com segurança ou se os moradores precisarão permanecer fora do residencial.
Sem essa avaliação, as famílias continuam sem uma resposta definitiva sobre quando poderão voltar para casa e em quais condições.
A situação também envolve a necessidade de definir quem deverá assumir as medidas de recuperação e assistência aos moradores atingidos.
Estado pode ser acionado na Justiça
Diante da ausência de uma solução considerada adequada, a Defensoria Pública afirma que poderá levar a questão ao Judiciário.
“Nós vamos cobrar, judicialmente, as respostas que precisam ser dadas”, afirmou Carlos Almeida Filho.
O defensor também sustentou que o poder público deve garantir proteção e assistência às famílias afetadas pelo incêndio.
Até que as medidas sejam definidas, 16 famílias continuam lidando com uma situação que começou com o incêndio e permanece sem uma resposta definitiva sobre moradia, segurança e recuperação dos prejuízos.
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