(Foto: Roque de Sá/Agência Senado)
Manaus (AM) – Uma emenda do senador Plínio Valério (PSDB-AM) entrou na mira do Ministério Público Federal (MPF), que abriu uma investigação para saber como foram usados R$ 990,3 mil enviados para a saúde de Eirunepé, no interior do Amazonas.
O dinheiro faz parte de uma emenda apresentada por Plínio no Orçamento de 2023. Os recursos deveriam ser usados na compra de equipamentos e materiais para unidades de saúde do município.
A investigação começou depois que o MPF recebeu informações apontando possíveis problemas na aplicação do dinheiro.
A emenda de Plínio tinha cerca de R$ 4,08 milhões executados no total, mas a investigação em Eirunepé está concentrada em R$ 990,3 mil.
Na época em que o dinheiro foi repassado, o município era administrado pelo então prefeito Raylan Barroso (União Brasil).
O MPF decidiu transformar a apuração inicial em Inquérito Civil, o que permite aprofundar a investigação, solicitar documentos e realizar outras diligências para descobrir como os recursos foram gastos.
Outra emenda de Plínio já entrou no radar
Esta não é a primeira vez que recursos de uma emenda apresentada por Plínio Valério aparecem em uma apuração de órgãos de fiscalização no Amazonas.
Em agosto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal investigasse possíveis crimes relacionados ao uso das chamadas Emendas Pix no Estado.
Entre os casos analisados está uma transferência de R$ 6,71 milhões para Coari, também ligada a uma emenda apresentada por Plínio.
Uma fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou problemas para acompanhar o caminho percorrido pelo dinheiro e identificou indícios de suposto superfaturamento de R$ 82,6 mil.
Os casos de Eirunepé e Coari são investigações diferentes, mas têm um ponto em comum: envolvem recursos destinados ao Amazonas por meio de emendas apresentadas pelo senador Plínio Valério.
Isso, porém, não significa que Plínio tenha cometido alguma irregularidade. Até o momento, as apurações citadas estão relacionadas à forma como os recursos foram utilizados depois de destinados aos municípios.
No caso de Eirunepé, o MPF ainda investiga se houve alguma irregularidade. A abertura do inquérito não representa uma conclusão de culpa e servirá para esclarecer o destino dado ao dinheiro público.
Confira:
LEIA MAIS:






