Manaus, 4 de setembro de 2026
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Cenário

Maria do Carmo nega vínculo com preso em operação que apreendeu 2,5 toneladas de drogas

Candidata afirma que não conhece a origem do material de campanha encontrado durante a ação policial.

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(Foto: Danilo Mello/Aleam)

Manaus (AM) – A candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo Seffair (PL) negou, nesta sexta-feira (4), qualquer vínculo com Rodrigo Soares, preso preventivamente pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) durante uma operação que resultou na apreensão de aproximadamente 2,5 toneladas de entorpecentes em Manaus.

Rodrigo se apresentava nas redes sociais como coordenador da campanha da candidata e também comandava o Instituto União, localizado no bairro Aleixo, na Zona Centro-Sul da capital. A identificação, porém, partia do próprio Soares e as informações disponíveis não confirmam que ele ocupasse formalmente essa função.

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Durante a operação, a Polícia Civil também divulgou imagens de uma casa onde foram encontrados materiais de campanha com a imagem da candidata, mas não informou quem colocou os itens no imóvel nem estabeleceu relação entre o material e a investigação sobre tráfico de drogas.

Maria do Carmo esteve em frente ao Ministério Público do Amazonas e afirmou confiar nas instituições responsáveis pela investigação. A candidata disse que não aceitará que seu nome seja associado ao caso e defendeu uma apuração independente sobre os fatos.

A candidata também afirmou confiar no Poder Judiciário e destacou sua atuação como operadora do direito. Segundo ela, não permitirá que questões eleitorais sejam utilizadas para associá-la a pessoas envolvidas com atividades criminosas.

“Confio no Poder Judiciário e eu sou uma operadora do direito, eu quero fazer as coisas como elas têm que ser feitas. Então, é por isso que eu vim aqui, porque eu não vou permitir, não vou admitir ou tolerar que as pessoas, por conta de um processo político e por conta de questões eleitoreiras, venham querer supor ou me colocar no mesmo parâmetro de bandidos criminosos que a gente a vida inteira se insurgiu contra. Então, não vou mesmo”, afirmou.

Maria do Carmo também declarou ter orgulho do próprio nome e negou qualquer histórico relacionado a irregularidades. Ela afirmou que pretende acompanhar a apuração para esclarecer como a situação ocorreu.

“Se tem algo que eu faço questão, tenho muito orgulho, é do meu nome, de não ter história, de não ter traços metidos com nada de errado, absolutamente nada. A minha vida inteira foi uma vida limpa, honrada, então não vou tolerar que alguém venha me colocar sequer próximo de uma situação como essa que a gente está vendo aí. Então, eu estou aqui para exigir uma investigação paralela, autônoma, que possa realmente, como eu também farei, para ver tudo o que aconteceu e o que acontece para que as coisas tenham surgido.”

Questionada sobre o material de campanha com sua imagem que teria sido encontrado durante a operação, Maria do Carmo afirmou não saber como os materiais chegaram ao local. “Nada. Não sei como meu material pode ter parado ali, porque qualquer pessoa pode colocar. Certamente não fui eu, não tenho nada a ver com isso”, disse.

O advogado da candidata, Sérgio Bringel Júnior, também contestou a existência de uma relação formal entre Rodrigo e a candidatura. Segundo ele, não haveria elemento formal para sustentar a vinculação de Rodrigo à coordenação de campanha da candidata ao Governo, Maria do Carmo.

“Então, não existe nenhum elemento formal que corrobore esse tipo de narrativa. Inclusive, nós pedimos aqui nesse material apresentado ao Ministério Público que se investigue de onde saiu esse release padronizado justamente para que se afaste qualquer tipo de malícia. Os representantes da campanha eleitoral são oficiais. Quem fala pela professora Maria do Carmo é devidamente registrado perante o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas e qualquer informação, em contrário, é narrativa”, alegou.

 

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