Manaus, 4 de setembro de 2026
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Manaus, 4 de setembro de 2026

Cenário

Justiça derruba pesquisa que apontava empate técnico entre Omar e Cidade

Justiça suspende pesquisa de Omar Aziz e Roberto Cidade e determina retirada dos resultados do ar no Amazonas.

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Candidatos ao Governo do Amazonas Omar Aziz e Roberto Cidade. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado & Matheus Rodrigues/Aleam)

Manaus (AM) – A divulgação de uma pesquisa eleitoral do Instituto Direto ao Ponto sobre a corrida ao Governo do Amazonas foi suspensa pela Justiça Eleitoral. A decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) apontou falta de informações consideradas necessárias para a fiscalização da metodologia do levantamento.

A determinação partiu da juíza auxiliar da propaganda eleitoral Monica Cristina Raposa da Camara Chaves do Carmo, em decisão liminar tomada na quarta-feira (2). A ação foi apresentada pela coligação Pra Cima Amazonas.

Justiça aponta falta de detalhamento

Entre os pontos questionados estão informações sobre a distribuição das entrevistas em municípios do interior, incluindo Parintins, Coari, Manacapuru, Iranduba, Careiro, Tefé e Itacoatiara.

Conforme a decisão, o detalhamento é necessário para que partidos, coligações e o Ministério Público Eleitoral possam verificar a metodologia utilizada na realização da pesquisa.

A determinação estabelece que o instituto retire os resultados de seus canais públicos e interrompa a divulgação no prazo de 24 horas. A ordem também se aplica a veículos de comunicação que tenham reproduzido os números do levantamento.

O descumprimento pode resultar em multa diária entre R$ 5 mil e R$ 50 mil.

Pesquisa mostrava disputa acirrada

Antes da suspensão, o levantamento indicava Omar Aziz (PSD) com 26% das intenções de voto e Roberto Cidade (União Brasil) com 23%. Com margem de erro de três pontos percentuais, os dois apareciam em situação de empate técnico.

Professora Maria do Carmo (PL) registrava 19%, enquanto David Almeida (Avante) aparecia com 17%.

Instituto ainda vai apresentar defesa

O Instituto Direto ao Ponto afirmou que a decisão tem caráter liminar e foi tomada antes da apresentação de sua defesa. A empresa também ressaltou que ainda não houve julgamento definitivo da representação.

Em manifestação, o instituto afirmou que a decisão não aponta fraude ou manipulação dos resultados. Segundo a empresa, a discussão está relacionada ao detalhamento territorial informado no registro da pesquisa.

O instituto informou que pretende apresentar defesa e adotar as medidas recursais cabíveis. Também declarou que respeita a decisão judicial e cumpriu as determinações estabelecidas pelo TRE-AM.

(*) Com informações da assessoria.

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