O defensor público Carlos Almeida Filho e a fumaça que encobriu Manaus nesta quarta-feira (23) (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Manaus (AM) – O defensor público e ex-vice-governador do Amazonas Carlos Almeida Filho anunciou, nesta quarta-feira (23), que pretende pedir novamente à Justiça Federal uma intervenção federal no Estado diante do avanço das queimadas e da piora da qualidade do ar em Manaus.
A manifestação ocorreu após a capital amanhecer encoberta por fumaça. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontaram que dez dos 12 pontos de monitoramento apresentavam qualidade do ar classificada entre “muito ruim” e “péssima”.
Em publicação nas redes sociais, Carlos Almeida afirmou que também pretende solicitar a instalação de uma mesa de situação para tratar da crise ambiental. Segundo ele, medidas semelhantes já foram solicitadas em anos anteriores, mas não avançaram.
“Nós vamos solicitar à Justiça Federal a instalação da mesa de situação e nós vamos solicitar novamente a intervenção federal, porque o Estado do Amazonas está efetivamente abandonado”, declarou.
O ex-vice-governador também criticou a ausência do tema das queimadas no debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas realizado na terça-feira (22).
Pedidos anteriores
Carlos Almeida afirmou que, em 2023, recorreu à Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir uma intervenção federal no Amazonas, alegando problemas na política climática estadual. No ano seguinte, segundo ele, também pediu à Justiça Federal a instalação de uma mesa de situação para discutir as queimadas e a política ambiental.
De acordo com o defensor público, o pedido à PGR foi arquivado no início de 2025. Ele também afirmou que a Justiça Estadual considerou desnecessária a instalação da mesa de situação por entender que medidas já estavam sendo adotadas.
Poluição em Manaus
Entre os pontos com maiores concentrações de material particulado fino (MP2,5) nesta quarta-feira estavam o Distrito Industrial I e Vila Buriti, com 237,3 µg/m³. Parque Dez de Novembro/Chapada registrou 171,7 µg/m³; Armando Mendes/Zumbi dos Palmares, 170,9 µg/m³; e Aeroporto/Redenção, 164,1 µg/m³.
A concentração de fumaça ocorre em meio ao aumento dos focos de queimadas no Amazonas. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) citados na publicação apontam mais de 5,2 mil focos registrados no Estado em 2026.
(*) Com onformações da Assessoria.
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