Manaus, 1 de outubro de 2026
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Cenário

PF apreende R$ 100 mil e lista de nomes na casa de Coronel Vinícius Almeida

Candidato a deputado e ex-secretário de Segurança é alvo de operação que apura possível uso eleitoral da SSP-AM.

(Foto: Divulgação e Reprodução /Redes Sociais)

Manaus (AM) – O coronel Marcus Vinícius Oliveira de Almeida, ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas e candidato a deputado estadual pelo Podemos, teve R$ 100 mil em espécie apreendidos pela Polícia Federal nesta quinta-feira (1º), em sua casa, em Manaus. A operação investiga o possível uso da estrutura da SSP-AM em atividades ligadas à campanha eleitoral.

A apreensão ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão determinados no âmbito de uma investigação conduzida pelo Ministério Público Eleitoral, com apoio operacional da Polícia Federal.

Além do dinheiro, os agentes encontraram uma lista com nomes de pessoas e valores anotados. O material deverá ser analisado para verificar se existe relação com os fatos investigados.

A operação também chegou à sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão relacionados ao caso.

Dinheiro seria reserva pessoal

Em nota, a defesa de Marcus Vinícius afirmou que os R$ 100 mil seriam uma reserva pessoal destinada a uma viagem e que o valor foi declarado no Imposto de Renda.

O candidato também se manifestou nas redes sociais após ser alvo da operação. Marcus Vinícius negou irregularidades e afirmou confiar na Justiça Eleitoral para esclarecer o caso.

A justificativa, no entanto, será analisada junto aos demais elementos recolhidos durante as buscas. A investigação não trata apenas da existência do dinheiro, mas também da possível utilização da estrutura pública da Segurança em atividades relacionadas à campanha.

Até o momento, não há condenação contra Marcus Vinícius, e as circunstâncias envolvendo o dinheiro, a lista e os demais materiais apreendidos ainda estão sendo apuradas.

Ex-secretário volta ao centro da disputa

O episódio coloca o coronel no centro da reta final da campanha eleitoral.

Marcus Vinícius deixou o comando da SSP-AM para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas. Agora, a estrutura que esteve sob sua responsabilidade aparece no contexto de uma investigação eleitoral que também alcança servidores da secretaria.

O ponto de pressão do caso está justamente nesse contraste: o ex-secretário é candidato e, ao mesmo tempo, tornou-se alvo de uma investigação que apura possível utilização eleitoral da estrutura da pasta que comandou.

A apuração deverá esclarecer se os servidores citados tiveram participação nas atividades investigadas, qual era a finalidade das anotações encontradas e se existe alguma conexão entre os materiais apreendidos e a campanha do candidato.

Oito servidores são exonerados

Em nota, a SSP-AM afirmou que a operação não tem relação com a atual gestão da secretaria.

A pasta informou ainda que oito servidores citados nas investigações foram exonerados dos cargos que ocupavam.

Segundo a secretaria, o órgão continuará prestando apoio ao cumprimento das determinações judiciais e fornecendo às autoridades as informações necessárias para o esclarecimento dos fatos.

A exoneração dos servidores acrescenta mais um elemento ao caso, mas não significa, por si só, comprovação de irregularidade. A responsabilidade individual de cada envolvido deverá ser definida a partir da investigação.

Investigação ocorre na reta final

A operação acontece em um momento de forte disputa eleitoral e poucos dias antes da votação, aumentando a repercussão política em torno do candidato.

Para Marcus Vinícius, a questão agora vai além da explicação sobre os R$ 100 mil encontrados em sua residência. O candidato também terá de lidar politicamente com a investigação que envolve a estrutura da Segurança Pública e servidores da pasta que comandou.

O Ministério Público Eleitoral deverá analisar os elementos apreendidos para determinar se houve ou não irregularidades eleitorais. Por enquanto, existem suspeitas sob investigação, versões apresentadas pela defesa e materiais recolhidos pela PF, não uma condenação.

 

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