Manaus, 1 de outubro de 2026
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Cenário

Coronel Vinicius Almeida é alvo de operação da PF; assessoria nega prisão e detenção

Sobre a possível detenção durante a operação da PF, Vinícius Almeida evitou falar sobre o assunto em vídeo em que se explica sobre ter sido alvo da operação.

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(Foto: Erlon Rodrigues e Lyandra Peres/PC-AM)

Manaus (AM) – O ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas e atual candidato a deputado estadual, Coronel Vinícius Almeida (Podemos), foi alvo de busca e apreensão durante uma operação da Polícia Federal realizada na manhã desta quinta-feira (1º), em Manaus. A ação investiga possível uso eleitoral da Secretária de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

A informação sobre a detenção dele, noticiada pelo Portal Radar Amazônico, por suposto desacato a um agente da PF, foi negada pela assessoria do candidato.

Por volta das 11h30, Vinícius divulgou um vídeo, em suas redes sociais, confirmando que foi alvo de uma operação de busca e apreensão da PF, mas negou irregularidades cometidas por ele.

Segundo o ex-secretário da SSP-AM, a operação tem cunho político. No vídeo, Vinícius Almeida não faz menção à informação de que teria sido detido durante a operação. A informação de que ele não foi detido foi dada exclusivamente pela sua assessoria em contato com o Portal AM1.

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) esclareceu que a medida de busca e apreensão realizada em Manaus foi requerida pelo Ministério Público Federal (MPF), após o encaminhamento de informações por setores do MPAM, conforme determina a Resolução nº 297/2024 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Segundo o MPAM, a atuação do órgão se limitou à organização e ao auxílio na execução da operação, realizada pela Polícia Federal sob a condução do Ministério Público Eleitoral.

O órgão orientou a imprensa a procurar os responsáveis pela investigação eleitoral para obter mais informações sobre a operação.

A legislação eleitoral estabelece que candidatas e candidatos que disputam o 1º turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, não podem ser detidos ou presos a partir de 15 dias antes da votação até 48 horas depois do encerramento do pleito.

A restrição também se aplica às pessoas que continuam na disputa do 2º turno, agendado para 25 de outubro, pelo mesmo intervalo de 15 dias antes da votação até 48 horas após o encerramento. Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a exceção prevista no Código Eleitoral é o flagrante delito.

Nessa hipótese, a pessoa detida deve ser conduzida imediatamente à presença de um juiz competente, que avaliará a legalidade da prisão. A informação preliminar é que a detenção de Vinícius Almeida teria ocorrido em razão de desacato durante a operação.

Os agentes da Polícia Federal realizaram buscas, inclusive, na residência do candidato e ex-secretário da SSP-AM.

(*) Matéria atualizada às 11h55 para incluir a versão de Coronel Vinícius Almeida e de sua assessoria, que negam prisão ou detenção dele na operação da PF

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