Nikolas Ferreira defendeu Salazar após gesto direcionado a Alessandra Campêlo - (Foto: Divulgação)
Manaus (AM) – O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tentou minimizar o gesto de degola feito pelo vereador de Manaus e deputado federal eleito Sargento Salazar (PL) e pelo ex-candidato a deputado estadual Kidson Maia em direção à deputada estadual Alessandra Campêlo (PSD), candidata a vice-governadora na chapa do senador Omar Aziz (PSD).
Em vídeo gravado ao lado de Salazar, na segunda-feira (19), durante a passagem do parlamentar mineiro por Manaus, Nikolas afirmou que o aliado estava apenas “coçando a barba” e comparou o caso a um gesto feito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A gravação foi feita durante a participação de Nikolas em um ato político do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, realizado na Ponta Negra, zona Oeste da capital amazonense. O evento reuniu lideranças do Partido Liberal (PL) e apoiadores das candidaturas de Flávio à Presidência e da empresária Professora Maria do Carmo ao Governo do Amazonas.
“Ele estava simplesmente ele estava, oh, coçando a barba. Agora disseram que ele estava ameaçando ela. Quero deixar minha solidariedade ao Salazar porque ninguém tira os votos dele. Pode ter certeza, podem tentar tapetão, pode tentar calar ele, o povo tá com Salazar e Amazonas acordou e vai dar as respostas nas urnas”, afirmou.
Salazar também aparece no vídeo e reforça o discurso de perseguição política. “É como eu falo, a esquerda pode tudo, a direita não pode nada”, declarou.
Gesto ocorreu nos bastidores de debate eleitoral
O caso que motivou a denúncia ocorreu em 13 de outubro, nos bastidores do debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL), promovido pela TV Norte Amazonas.
Imagens do episódio mostram Salazar e Kidson Maia fazendo um gesto que simula um corte na região do pescoço, na direção de Alessandra Campêlo. A deputada afirmou que se sentiu ameaçada e decidiu formalizar a denúncia.
Medidas protetivas
Em 14 de outubro, a Justiça Eleitoral do Amazonas concedeu medidas protetivas de urgência em favor de Alessandra Campêlo. A decisão, assinada pela juíza eleitoral Bárbara Folhadela Paulain, da 70ª Zona Eleitoral de Manaus, impôs restrições a Salazar e Kidson Maia.
Entre as determinações estão a proibição de aproximação da parlamentar a menos de 200 metros, a proibição de contato por telefone, mensagens, e-mail ou redes sociais e a suspensão da posse e a restrição do porte de armas de fogo dos dois envolvidos.
A magistrada também determinou a preservação das gravações do debate e de imagens do circuito interno de segurança da emissora, para auxiliar na análise dos fatos.
A decisão tem caráter preventivo e não representa, por si só, uma condenação criminal definitiva. Conforme a fundamentação divulgada, a Justiça considerou os registros audiovisuais apresentados e o risco relatado pela parlamentar para conceder a proteção.
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