Manaus, 27 de outubro de 2026
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Cenário

Contratos de engenharia em Urucurituba são investigados após denúncias de fraudes

Apuração envolve quatro contratos por dispensa de licitação e prevê inspeções em obras, análise de pagamentos e verificação de possível vínculo entre empresário e vereadora.

(Foto: Reprodução)

Manaus (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou investigação para apurar suspeitas de irregularidades em quatro contratos firmados pela Prefeitura de Urucurituba, no interior do Amazonas, com a empresa Wserrao Engenharia e Comércio de Materiais Ltda. A apuração inclui serviços em unidades de ensino, reforma de prédio público e recuperação de estrada vicinal.

Conforme portaria publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPAM, edição nº 3425, de 26 de outubro de 2026, os contratos investigados são os de nº 247/2025, 248/2025, 262/2025 e 265/2025, originados de procedimentos de dispensa de licitação nº 006/2025, 008/2025, 009/2025 e 015/2025.

Os objetos incluem a instalação de uma subestação elétrica na Escola Municipal Tereza Figueiredo de Castro e na Creche Municipal Maria Janira de Castro Pontes, a reforma e adequação do prédio da delegacia na Vila Augusto Montenegro e a recuperação de trechos críticos da estrada vicinal do Lago Preto.

A Promotoria requisitou ao prefeito Leôncio Antônio Tundis Carvalho cópias integrais dos procedimentos administrativos, incluindo projetos básicos, orçamentos, pareceres jurídicos, contratos, notas de empenho, documentos de liquidação e ordens de pagamento. Também foram solicitados os nomes dos fiscais responsáveis e documentos que permitam verificar a execução dos serviços.

A investigação prevê ainda inspeções nos locais das obras, com produção de relatório fotográfico para avaliar se os serviços foram efetivamente executados ou entregues, qual é o estado atual de conservação e se existem placas de identificação das contratações públicas.

Outro ponto da apuração é a verificação formal de eventual grau de parentesco entre o sócio-administrador da empresa, Waldson Serrao Pinto, e a vereadora Izamar Serrão. O MPAM também determinou diligências junto à Junta Comercial do Amazonas e ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-AM), além de solicitar apoio técnico para análise de eventuais movimentações financeiras atípicas.

A portaria decorre de notícia de fato originada por manifestação anônima registrada no sistema Fala.BR. As suspeitas relatadas estão sob investigação e não representam, por si só, comprovação de fraude, favorecimento ou desvio de recursos.

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