Manaus, 2 de novembro de 2026
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Manaus, 2 de novembro de 2026

Cidades

Mais de 146 mil famílias são afetadas pela estiagem no Amazonas

Defesa Civil aponta 47 municípios em emergência e outros 15 em alerta.

(Foto: André Zumak Instituto Mamirauá)

Manaus (AM) – A estiagem já atingiu 146.425 famílias no Amazonas, segundo boletim divulgado neste domingo (1º) pela Defesa Civil estadual. Ao todo, 47 municípios estão em situação de emergência e outros 15 permanecem em alerta devido aos impactos da redução dos níveis dos rios e das condições climáticas.

O levantamento também aponta problemas na qualidade do ar em diferentes regiões do estado. Parintins apresenta a pior classificação, considerada péssima. Outros 11 municípios registram índices entre ruim e muito ruim, enquanto 25 apresentam condições moderadas.

Veja os municípios em situação de emergência

De acordo com a Defesa Civil, os 47 municípios em situação de emergência são: Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Borba, Boa Vista do Ramos, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Japurá, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucurituba.

Outros 15 municípios estão em situação de alerta: Barcelos, Beruri, Canutama, Codajás, Fonte Boa, Guajará, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará.

Parintins tem pior qualidade do ar

O monitoramento realizado na manhã de domingo apontou que Parintins apresenta qualidade do ar péssima. Na classificação ruim e muito ruim estão Autazes, Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Maués, Nova Olinda do Norte, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucurituba.

Já a classificação moderada foi registrada em 25 municípios: Alvarães, Barcelos, Benjamin Constant, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Humaitá, Japurá, Jutaí, Manaquiri, Manicoré, Novo Airão, Novo Aripuanã, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tapauá, Tefé e Urucará.

Operação Estiagem distribui alimentos e equipamentos

No dia 27 de outubro, o governo estadual enviou mais de 13 toneladas de alimentos para Anamã e Rio Preto da Eva. Os dois municípios receberam, juntos, 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água com capacidade para 500 litros.

Com essas entregas, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcançou 15 municípios. Até então, foram distribuídas 4.800 cestas básicas, equivalentes a aproximadamente 96 toneladas de alimentos, além de 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água.

As entregas devem continuar conforme o monitoramento das condições hidrológicas e as necessidades das cidades afetadas.

Mais de 24 mil focos de incêndio combatidos

Além da assistência às famílias, as equipes estaduais e federais atuam no combate às queimadas e na prevenção de novos incêndios. Cerca de 1.500 profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, participam da operação, que conta com 18 aeronaves: 16 do Governo Federal e duas do Estado.

Entre 1º de junho e 31 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) registrou 3.942 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 24.439 focos de incêndio. Desse total, 4.750 foram registrados em Manaus e 19.689 no interior.

As ações também incluem a contratação de 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé, além da entrega de viaturas equipadas para combate ao fogo e equipamentos multimissão.

Na fiscalização ambiental, a Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a Amazonas+Verde realiza ações em 33 cidades. Já a Operação Alerta Fogo utiliza drones e veículos equipados com internet via Starlink para identificar o uso ilegal do fogo e aplicar medidas como multas e embargos.

O Estado também estabeleceu decretos que proíbem o uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, respeitadas as exceções previstas em lei. Outra medida declarou situação de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o território estadual devido à estiagem.

As iniciativas incluem atividades de educação ambiental, que alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto de 2026, e o monitoramento de focos de calor por imagens de satélite, realizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

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