Estudantes realizaram um protesto nesta quarta-feira (4), em frente à sede do Governo do Amazonas, em Manaus, contra a suspensão de novos créditos do Passe Livre Estudantil (Foto: Tunico Santos)
Manaus (AM) – Estudantes realizaram uma manifestação na manhã desta quarta-feira (4), em frente à sede do Governo do Amazonas, em Manaus, contra a suspensão temporária da liberação de novos créditos do Passe Livre Estudantil para alunos da rede pública estadual.
O protesto foi convocado pela União dos Estudantes Secundaristas do Amazonas (UESA), após o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) anunciar a interrupção da disponibilização de novos créditos do benefício, alegando pendências financeiras do governo estadual.
Segundo a UESA, mais de 180 mil estudantes podem ser prejudicados pela medida. A entidade responsabilizou o Governo do Amazonas e a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) pelo impasse e cobrou esclarecimentos sobre os pagamentos às empresas de transporte coletivo.
Em publicações nas redes sociais, a organização criticou a possibilidade de os estudantes serem prejudicados pela divergência financeira entre o poder público e as concessionárias.
A entidade também destacou que o Passe Livre é uma conquista histórica do movimento estudantil e defendeu a manutenção da gratuidade no transporte coletivo para garantir o acesso dos alunos às instituições de ensino.
Estudantes cobraram garantia do benefício
A UESA convocou alunos da rede estadual e apoiadores para participar do ato, realizado às 10h. A mobilização teve como objetivo pressionar as autoridades a apresentar explicações sobre a situação dos repasses e garantias de continuidade da gratuidade.
Durante a convocação, a entidade declarou: “Querem cortar nosso Passe Livre? Vão encontrar estudantes nas ruas!”.
Entenda o impasse entre Sinetram e Governo do Amazonas
O Sinetram anunciou na segunda-feira (2) a suspensão temporária da liberação de novos créditos do Passe Livre para estudantes da rede estadual. O sindicato afirmou que existem valores pendentes desde 2025 e que as empresas não têm condições de continuar custeando a gratuidade sem a correspondente compensação financeira.
Os estudantes que ainda possuem saldo nos cartões, entretanto, podem utilizar normalmente os créditos já disponibilizados.
O Governo do Amazonas contestou as cobranças referentes a 2025 e afirmou que está em dia com os pagamentos do subsídio em 2026. Segundo o Estado, foram repassados R$ 27 milhões neste ano, incluindo um pagamento de R$ 3 milhões realizado em 23 de outubro. A divergência sobre os valores cobrados pelo sindicato permanece em discussão na Justiça.
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