Vereadores cotados para a sucessão de David Reis na presidência da CMM. (Foto: Divulgação/CMM)
A eleição da nova Mesa Diretora está prevista para 1º de dezembro. Até o momento, nenhum dos parlamentares confirmou oficialmente candidatura. As articulações ainda estão em andamento e devem envolver negociações entre partidos, bancadas e lideranças políticas.
Além da experiência parlamentar, a capacidade de reunir pelo menos 21 votos entre os 41 vereadores será decisiva. A relação com o prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), e com o governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), também pode influenciar a composição da próxima Mesa.
David Reis foi eleito deputado estadual e deverá deixar a Câmara Municipal em 2027. Até o fim deste ano, porém, permanece no exercício do mandato de vereador e na presidência da Casa.
Avante tenta manter influência na Câmara
Dentro do Avante, partido que atualmente comanda a Prefeitura de Manaus e a presidência da CMM, Gilmar Nascimento e Joelson Silva aparecem como possíveis nomes para a sucessão.
Os dois mantêm relação política com a administração municipal e participaram de articulações importantes durante a gestão de David Almeida. A eventual escolha de um dos parlamentares representaria a tentativa do partido de preservar o comando da Câmara.
Gilmar Nascimento está no sétimo mandato e acumula experiência em funções internas do Legislativo. Já foi líder do governo, primeiro vice-presidente e corregedor. Atualmente, preside a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).
Entre fevereiro e setembro de 2026, Gilmar participou de 78 das 89 sessões ordinárias realizadas. Foram 11 ausências abonadas. No mesmo período, apresentou 16 projetos de lei.
Joelson Silva registrou 82 presenças e sete faltas abonadas. O vereador apresentou nove projetos de lei em 2026.
Jander Lobato aparece como opção ligada ao PSD
Atual primeiro vice-presidente da Câmara, Jander Lobato também é citado nas conversas sobre a sucessão. Filiado ao PSD, partido de Omar Aziz, o parlamentar pode representar uma alternativa com ligação à futura administração estadual.
A filiação, no entanto, não significa apoio automático do governador eleito. Jander também integrou a base política da antiga gestão municipal e esteve ao lado do Executivo em diferentes votações na Câmara.
No levantamento de fevereiro a setembro, o vereador participou de 80 sessões e teve nove ausências abonadas. Em produção legislativa, apresentou seis projetos de lei.
Até agora, Omar Aziz não anunciou preferência na disputa pela presidência da CMM, e não há confirmação de que Jander seja o nome apoiado pelo PSD.
Mitoso aposta na experiência parlamentar
Outro nome mencionado é o de Mitoso, vereador do MDB e parlamentar com trajetória na Câmara Municipal. A ligação partidária com um grupo aliado de Omar Aziz no cenário estadual pode abrir espaço para sua participação nas negociações.
Mitoso também teve proximidade com a administração municipal e chegou a ocupar uma posição de vice-liderança do Executivo na Câmara.
Entre fevereiro e setembro, registrou 76 presenças e 13 ausências abonadas. No período, apresentou 14 projetos de lei.
Ivo Neto se destaca em presença e produção legislativa
Entre os cinco vereadores citados, Ivo Neto apresenta os maiores números de presença e produção legislativa no levantamento. O parlamentar participou das 89 sessões ordinárias realizadas entre fevereiro e setembro, sem registrar faltas, licenças ou justificativas. Também apresentou 85 projetos de lei em 2026.
No campo político, Ivo mantém diálogo com diferentes grupos e se aproximou publicamente de Omar Aziz ainda durante a pré-campanha. Em março, participou de um ato de filiação do deputado estadual Rozenha ao PSD, no bairro Santa Luzia, na Zona Sul de Manaus.
A relação com Rozenha é anterior à movimentação eleitoral. Ivo foi chefe de gabinete do então vereador entre 2013 e 2016 e permaneceu próximo do deputado. Durante a campanha de 2026, também atuou na Zona Sul em apoio a Omar e a integrantes do grupo político.
Rozenha foi reeleito deputado estadual pelo PSD e aparece entre os nomes mencionados nas articulações para a futura presidência da Aleam. A proximidade de Ivo com aliados do governador eleito amplia sua presença nas conversas políticas, mas não representa uma indicação oficial para o comando da Câmara Municipal.
O vereador também mantém diálogo com integrantes da administração municipal, inclusive com o prefeito Renato Junior. Esse trânsito entre diferentes grupos pode ser relevante em uma eleição interna que exige maioria absoluta dos vereadores.
Números dos possíveis sucessores
O levantamento de presença e produção legislativa também permite comparar os cinco nomes cotados com o atual presidente da Câmara, David Reis.
Entre fevereiro e setembro, David participou de 64 das 89 sessões ordinárias. Foram 25 ausências abonadas, sendo 14 classificadas como caso fortuito ou força maior e 11 relacionadas a atestado médico ou falecimento de familiar. Na produção legislativa, aparece com um projeto de decreto legislativo.
Confira os números apresentados no levantamento:
| Vereador | Presenças | Faltas abonadas | Propostas apresentadas |
|---|---|---|---|
| Ivo Neto | 89 | 0 | 85 projetos de lei |
| Joelson Silva | 82 | 7 | 9 projetos de lei |
| Jander Lobato | 80 | 9 | 6 projetos de lei |
| Gilmar Nascimento | 78 | 11 | 16 projetos de lei |
| Mitoso | 76 | 13 | 14 projetos de lei |
| David Reis | 64 | 25 | 1 projeto de decreto legislativo |
Os dados colocam Ivo Neto à frente nos indicadores de frequência e quantidade de projetos apresentados. Entretanto, o desempenho parlamentar não define, por si só, o resultado da eleição.
A escolha da nova presidência também depende de acordos para os demais cargos da Mesa Diretora, negociações entre bancadas e apoio de lideranças políticas. Enquanto Gilmar e Joelson podem representar a continuidade do Avante, Jander aparece como uma alternativa ligada ao PSD. Mitoso aposta na experiência, enquanto Ivo reúne números expressivos de presença e produção legislativa.
Até a votação, marcada para 1º de dezembro, os possíveis candidatos terão o desafio de transformar suas articulações em apoio suficiente para conquistar pelo menos 21 votos no plenário.
LEIA MAIS:





