Manaus, 28 de outubro de 2026
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Cenário

Investimentos do Amazonprev nos bancos Master, C6, Daycoval e BTG Pactual entram na mira do MPAM

Investigação busca esclarecer operações financeiras anteriores aos investimentos de R$ 390,7 milhões realizados em 2024.

(Foto: Divulgação /MPAM)

Manaus (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) abriu um procedimento preparatório para apurar possíveis irregularidades em investimentos feitos pelo Fundo Previdenciário do Amazonas (Amazonprev) em 2021. Publicada nesta quarta-feira (28), a portaria determina a coleta de informações para identificar eventuais responsáveis e delimitar o objeto da investigação.

A portaria não informa quais aplicações de 2021 são investigadas, os valores envolvidos ou as instituições financeiras que receberam os recursos. Portanto, essa nova apuração não trata especificamente do investimento no Banco Master, realizado três anos depois.

Em junho de 2024, a Amazonprev aplicou R$ 50 milhões em letras financeiras do Master. Entre junho e setembro daquele ano, a fundação investiu cerca de R$ 390,7 milhões em títulos de quatro instituições: Master, C6 Bank, Daycoval e BTG Pactual.

O caso levou o Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) a pedir a apuração de possíveis falhas nas aplicações. Segundo o órgão, a Amazonprev não apresentou documentos suficientes para demonstrar os critérios de risco, as comparações de rentabilidade e a participação do comitê de investimentos nas operações.

Risco

Uma ata do Comitê de Investimentos do próprio Amazonprev, de março de 2025, registrou que as aquisições de letras financeiras realizadas entre junho e setembro de 2024 não teriam seguido integralmente as orientações do manual interno. O documento cita falta de estudos comparativos e de justificativas técnicas para decisões sobre os ativos.

Nas demonstrações de 2025, a Amazonprev registrou um ajuste de R$ 59,8 milhões para refletir o risco de não recuperar o valor atualizado da aplicação no Master. A fundação informou que o ajuste é contábil: não representa uma saída de dinheiro naquele momento nem confirma perda definitiva, mas reconhece a incerteza sobre a recuperação dos recursos.

A Polícia Federal também investiga as aplicações feitas em 2024 na Operação Sine Consensu. O Amazonprev afirmou que colabora com as investigações e que os pagamentos de aposentadorias e pensões estão garantidos.

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