Democratas conquistaram maioria na Câmara e no Senado dos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)
As projeções divulgadas pela imprensa norte-americana apontam que os democratas conquistaram pelo menos sete cadeiras no Senado que eram ocupadas por republicanos. Com isso, a legenda deverá assumir a maioria na Casa, além de ampliar sua representação na Câmara.
A vitória ocorreu em estados considerados tradicionalmente republicanos, como Texas, Carolina do Sul, Kansas e Iowa. O resultado foi interpretado por veículos de comunicação dos Estados Unidos como um sinal de insatisfação de parte do eleitorado com a condução do governo Trump.
Democratas vencem disputas importantes no Senado
Entre os resultados de maior repercussão está a vitória de Roy Cooper, na Carolina do Norte. Ex-governador do estado, ele derrotou o republicano Michael Whatley e garantiu uma cadeira democrata no Senado.
Na Carolina do Sul, a pediatra Annie Andrews venceu Darline Graham, que disputava a reeleição. A vitória representa uma mudança importante em um estado que não elegia um senador democrata desde 1998.
No Texas, James Talarico derrotou Ken Paxton e conquistou uma cadeira para os democratas. O resultado encerra um período de quase quatro décadas sem vitória do partido em uma eleição para o Senado no estado.
Em Ohio, o ex-senador Sherrod Brown voltou ao Congresso após derrotar o republicano Jon Husted. Brown havia perdido a disputa de 2024 e agora retorna ao Legislativo federal.
Já em Iowa, Josh Turek venceu Ashley Hinson, em mais uma conquista democrata em um estado que vinha registrando vitórias republicanas nas últimas eleições.
Além dessas disputas, os democratas também conquistaram cadeiras no Kansas e no Maine, ampliando a vantagem sobre os republicanos no Senado.
Resultado muda cenário político em Washington
Com a maioria nas duas casas legislativas, os democratas terão maior influência sobre a definição da agenda do Congresso, a composição das comissões e a tramitação de projetos.
O novo equilíbrio de forças também pode dificultar a aprovação de propostas defendidas por Donald Trump. A oposição terá mais condições de convocar audiências, fiscalizar ações do governo e abrir investigações parlamentares sobre a administração federal.
A mudança, entretanto, não significa que o presidente perderá os poderes do cargo. Trump continuará à frente do Executivo, mas precisará lidar com um Congresso controlado pelo partido adversário a partir de janeiro de 2027.
Insatisfação com governo influenciou resultado
A inflação, o custo de vida e a condução da política externa, incluindo a guerra contra o Irã, estiveram entre os fatores apontados por analistas como elementos de insatisfação do eleitorado.
A derrota republicana também abre espaço para uma reorganização das forças políticas nos Estados Unidos, com reflexos nas articulações para as próximas eleições presidenciais, previstas para 2028.
O resultado ainda deverá repercutir nas relações políticas internacionais, especialmente entre lideranças que mantêm proximidade com Donald Trump.
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