(Foto: Sinetram/Prefeitura de Manaus)
Manaus (AM) – A suspensão do passe-livre estudantil em Manaus deixou uma pergunta no centro da discussão: quem está devendo? Enquanto o Governo do Amazonas afirma estar em dia com os pagamentos, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) apresenta uma versão diferente. No meio dessa divergência, estudantes enfrentam a interrupção de um benefício essencial para o deslocamento até as instituições de ensino.
A falta de informações conclusivas sobre os repasses aumenta a cobrança por transparência. Afinal, se o Estado afirma ter cumprido suas obrigações, por que o benefício foi suspenso? E, caso existam valores pendentes, qual é o montante e quem deve regularizar a situação?
O deputado estadual Sinésio Campos cobrou esclarecimentos e defendeu a realização de uma reunião entre representantes do Governo e do Sinetram, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A proposta é colocar as duas partes diante das informações sobre os pagamentos e esclarecer as razões que levaram à suspensão.
Durante conversa com a imprensa, o parlamentar criticou o momento escolhido para a interrupção do benefício, próximo ao encerramento do ano letivo e ao período de avaliações escolares. Ele também ressaltou a importância histórica do passe-livre para os estudantes.
“Passe-livre é uma conquista dos estudantes, e conquista não se negocia, se cumpre”, afirmou.
Sinésio disse que acompanhará o caso como corregedor da Assembleia Legislativa e defendeu que eventuais conflitos envolvendo estudantes e o sistema de transporte sejam devidamente apurados.
O parlamentar também mencionou a necessidade de diálogo entre a atual gestão estadual, comandada por Roberto Cidade, e a futura administração de Omar Aziz, para evitar que a transição de governo provoque prejuízos à população.
Enquanto Governo e Sinetram não apresentam informações detalhadas que esclareçam a divergência, os estudantes continuam no centro do problema. Mais do que versões e declarações, a população espera respostas objetivas: há dívidas? Quem é responsável pelos valores pendentes? E quando o passe-livre será restabelecido?
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