Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Professores ocupam Aleam e exigem reajuste de 15% após negativa do Governo

Após negativa, a categoria voltou às ruas para protestar

Grito dos 15% - Professores na Aleam pedindo o reajuste salarial. (Reprodução)

Após o governo afirmar, mais uma vez, que não pode pagar o reajuste salarial de 15% aos professores, a categoria voltou às ruas para protestar. Na manhã desta terça-feira, 30, aproximadamente 200 profissionais da educação caminharam da Arena da Amazônia até à sede da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em busca de apoio dos parlamentares. 

De acordo com o Sinteam, a categoria solicita uma intervenção dos deputados junto ao governador Wilson Lima para que as reivindicações da classe sejam atendidas. 

Veja o vídeo:

Na noite de ontem, 29, o vice-governador Carlos Almeida reuniu-se com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical), em que reafirmou que o Governo do Estado não pode pagar mais que 3,93% de reajuste aos trabalhadores da educação. A categoria reivindica 15% de reajuste salarial.

A presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, disse que Carlos Almeida condicionou o pagamento das progressões horizontais e verticais ao retorno dos professores para a sala de aula.

Grito dos 15% – Professores na Aleam pedindo o reajuste salarial. (Reprodução)

Além da presidente, um professor da base eleito pelo comando de greve, participou da reunião com Almeida. O comando de greve do sindicato está realizando uma manifestação na frente da Arena da Amazônia desde às 8h da manhã, onde seguiu até a Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).

“A greve continua. Não tem acordo, infelizmente”, afirmou Ana Cristina.

Estudo

O governo afirmou, também, que vai avaliar os números apresentados pelo Sinteam e, a partir dos índices encontrados, repor perdas caso haja a comprovação de que elas existem.

O estudo foi entregue na manhã dessa segunda-feira.

A reunião

Após a reunião com o vice-governador, o Asprom/Sindical enviou à imprensa um comunicado explicando o que ocorreu durante a conversa. Confira na íntegra:

“Na conversa com o vice-governador Carlos Almeida, mais uma vez não foi apresentada nenhuma contraproposta por parte do Governo para o reajuste salarial da categoria do magistério.

Na verdade o Governador apresentou uma proposta onde deixa claro a intransigência do Governo sobre a reivindicação dos trabalhadores em Educação do Estado.

O Governador propôs que a categoria aceite que a sua proposta de reajuste de 3,93% seja encaminhada para a ALE/AM para finalizar as discussões sobre a data-base de 2019, e, consequentemente, que a greve seja encerrada.

“Em contrapartida o Governo se compromete em continuar dialogando, a médio e longo prazo, sobre os outros itens da pauta de reivindicações, inclusive sobre os resíduos de inflações das datas-bases dos anos anteriores, formando para isso um grupo de estudo composto por membros do Governo e dos Sindicatos da categoria.

A representação do Asprom/Sindical recebeu a proposta do Vice-Governador e amanhã , 30/04/19, essa proposta será discutida e analisada na Assembléia Geral Extraordinária , que já foi previamente convocada”.