(Foto: Divulgação/Eder França/Dicom )
Manaus (AM) – O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador David Reis (Avante), voltou a ser alvo de críticas após a revelação de uma maquete de um suposto novo prédio para a sede do Legislativo Municipal. A estrutura, que estaria em exposição na sala da presidência, reacendeu o debate sobre gastos públicos e a necessidade de ampliação da CMM.
A polêmica foi levantada pelo vereador reeleito Rodrigo Guedes (Partido Progressistas), que publicou em suas redes sociais um registro da maquete e questionou se a cidade estaria prestes a enfrentar um novo projeto de expansão da Câmara, apelidado de “Puxadinho 2.0”. Guedes relembrou que, em 2021, ele e o então vereador Amom Mandel (Cidadania) conseguiram barrar judicialmente um projeto semelhante, que previa a construção de 51 gabinetes de luxo ao custo inicial de R$ 32 milhões.
Histórico de gastos
David Reis já esteve no centro de polêmicas envolvendo gastos públicos. Durante sua gestão anterior (2021-2022), foi criticado pela tentativa de ampliação da Câmara e pela aquisição de itens considerados desnecessários, como o chamado “kit selfie” para vereadores. Além disso, sua administração atual já firmou contratos emergenciais sem licitação que somam quase R$ 5 milhões.
Reações da população
A publicação de Rodrigo Guedes gerou uma onda de indignação nas redes sociais. Diversos internautas criticaram a possibilidade de um novo prédio para a Câmara, enquanto bairros como Santo Antônio enfrentam problemas estruturais e aguardam reformas há anos.
“Pra que gastar bilhões, sendo que eles reduzem cada dia mais o trabalho deles? Isso é pra desviar dinheiro, isso sim”, comentou um usuário. Outro internauta ironizou: “Pra um prédio desse tamanho, se eles nem vão trabalhar?
Veja alguns prints de comentários feitos na publicação do vereador Rodrigo Guedes (PP):




Diante da repercussão negativa, a expectativa é que o presidente da CMM se pronuncie oficialmente sobre a existência da maquete e os planos para uma possível nova obra. Enquanto isso, a população segue atenta e cobrando transparência na gestão dos recursos públicos.
O Portal AM1 solicitou uma nota da diretoria da CMM e aguarda retorno.
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