Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Alberto Neto articula bloco oposicionista contra Moraes após prisão de Bolsonaro

“Lutar contra o psicopata que está na Suprema Corte. Ele precisa ser barrado em prol do nosso país e da democracia", diz deputado sobre Moraes.

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(Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Manaus (AM) – O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada no sábado (22). Em vídeo divulgado neste domingo (23), o parlamentar afirmou estar em Brasília para “se unir à oposição” e chamou o ministro de “psicopata”, alegando perseguição política.

Segundo Alberto Neto, a prisão de Bolsonaro seria “sem razão nenhuma”, motivada apenas por um grupo de oração e por uma suposta troca de tornozeleira eletrônica “sem risco de fuga”. Ele afirmou ainda que o ex-presidente era monitorado por policiais penais, sugerindo que Moraes teria tomado a decisão por motivação política.

No vídeo, o deputado eleva o tom: “Nós temos uma missão: lutar contra o psicopata que está na Suprema Corte. Ele precisa ser barrado em prol do nosso país e da democracia.”

Narrativa cai após confissão de Bolsonaro

Logo após a prisão, Alberto Neto já havia divulgado outro vídeo no qual tentava minimizar a violação da tornozeleira. Ele alegou que o equipamento poderia ter se rompido “de maneira natural”, afirmando que esse tipo de falha técnica seria comum.

No entanto, poucas horas depois, a própria versão apresentada pelo deputado perdeu força. Durante inspeção feita por uma policial penal, Bolsonaro confessou ter aplicado calor com um ferro de solda na tornozeleira “por curiosidade”. O equipamento apresentava sinais evidentes de violação.

A admissão desmontou a tese do suposto rompimento acidental, sustentada pelos aliados de Bolsonaro nas primeiras horas após a prisão.

Prisão preventiva

Jair Bolsonaro foi detido preventivamente pela Polícia Federal às 8h deste sábado (22), em Brasília, na fase final do processo que apura a trama golpista contra o resultado das eleições de 2022. A decisão de Moraes citou três fatores principais:

  • a violação da tornozeleira durante a madrugada;

  • o risco de fuga para a Embaixada dos Estados Unidos;

  • a convocação de uma vigília por aliados, incluindo o senador Flávio Bolsonaro.

O ministro determinou ainda que a defesa explique oficialmente o motivo da tentativa de danificar o equipamento, que será periciado pelo Instituto Nacional de Criminalística.

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