Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Alcolumbre afirma que promulgará projeto de aumento de deputados se Lula não sancionar

Com mais duas cadeiras na Câmara, Amazonas também teria aumento no número de deputados estaduais.

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(Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

Manaus (AM) – Em meio às críticas e discussões sobre o aumento dos gastos públicos com a ampliação do número de cadeiras na Câmara dos Deputados, medida que “presentearia” o Amazonas com mais dois parlamentares, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), declarou que promulgará imediatamente o projeto caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não sancione a proposta.

A Constituição determina que, se o presidente da República não vetar nem sancionar uma matéria aprovada pelo Legislativo, a responsabilidade pela promulgação recai automaticamente sobre o presidente do Senado.

A declaração de Alcolumbre ocorre após sinais de que Lula pode se omitir em relação ao projeto. Durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que é “pouco provável” que Lula sancione a medida.

O prazo para que o presidente decida se sanciona ou veta o projeto termina em 16 de julho. Caso ele não se manifeste, a decisão ficará nas mãos do Congresso.

Aliados de Lula têm aconselhado o presidente a não tomar nenhuma atitude sobre o tema, que gerou forte repercussão negativa nas redes sociais e alimenta a campanha virtual intitulada “Congresso Inimigo do Povo”.

A proposta, aprovada pelo Congresso, aumenta o número de deputados federais de 513 para 531. Uma emenda do Senado estabelece que a mudança não acarretará custos adicionais ao poder público.

Mesmo assim, se entrar em vigor, a medida pode gerar um efeito cascata em Assembleias Legislativas, além de abrir espaço para o aumento no teto de emendas parlamentares.

Nesse contexto, o Amazonas ganharia duas novas cadeiras na Câmara, passando de 8 para 10 deputados federais. Isso provocaria o aumento automático do número de deputados estaduais, que, por norma, deve ser o triplo da bancada federal: de 24 para 30 parlamentares na Assembleia Legislativa do Amazonas. Como consequência, os gastos públicos também aumentariam em cadeia.

 

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