Manaus, 6 de julho de 2026
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Política

Além de Pezão, outros dois governadores já foram presos em mandato

Essa não é a primeira vez que governador do Rio é preso, José Roberto Arruda e Sérgio Cabral já haviam sido detidos durante o mandato, um em 2010 e 2016

José Roberto Arruda (à época no DEM), foi preso em 2010 e Sérgio Cabral (MDB), preso em 2016 – (Foto: Reprodução)

Antes de Luiz Fernando Pezão (MDB), governador do Rio preso preventivamente na manhã desta quinta, 29, outros dois governadores já haviam sido presos durante o mandato.

O caso mais emblemático é o de José Roberto Arruda (à época no DEM), preso em 2010 quando era governador do Distrito Federal. Afastado do mandato pela Justiça, ele ficou preso de fevereiro a abril na carceragem da Polícia Federal.

Arruda foi preso acusado de tentar subornar um jornalista para mentir e, assim, atrapalhar uma investigação sobre o mensalão do DEM, esquema de compra de apoio na Câmara Legislativa do DF.

José Roberto Arruda (à época no DEM), foi preso em 2010 e Sérgio Cabral (MDB), preso em 2016 – (Foto: Reprodução)

A prisão preventiva, mesmo no caso de governadores, é decretada pela Justiça quando há indícios de que o acusado continua praticando crimes ou de que esteja obstruindo a investigação, por meio de ameaças a testemunhas ou destruição de provas. Também é usada para evitar fugas.

Os governadores têm prerrogativa de foro junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), órgão que precisa autorizar as prisões preventivas.

No caso de Pezão, a Procuradoria-Geral da República afirma que, solto, o governador “poderia dificultar ainda mais a recuperação dos valores, além de dissipar o patrimônio adquirido em decorrência da prática criminosa”.

Segundo a Polícia Federal, Pezão ainda mantinha até julho passado contato direto com operadores do suposto esquema de desvios comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral (MDB). Há indícios de que o esquema vigorava até os dias atuais e que Pezão havia substituído Cabral, preso desde novembro de 2016, na liderança da suposta quadrilha.

No caso de Arruda, seu mandato acabou sendo cassado ainda em 2010 pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF. Ele possui duas condenações a prisão pelo esquema de corrupção: a 3 anos, 10 meses e 20 dias pelo crime de falsidade ideológica e a 7 anos, 6 meses e 29 dias pelos crimes de falsidade ideológica e corrupção de testemunha. Ele ainda responde a 11 ações criminais que tramitam na 7ª Vara Criminal de Brasília.

Antes de Arruda, o então governador da Paraíba, Ronaldo Cunha Lima (PSDB), foi preso em 1993, mas não por crime de corrupção. Ele atirou contra o ex-governador da Paraíba Tarcísio Burity, do antigo PFL (hoje DEM), em um restaurante em João Pessoa.

O governador não aceitou as críticas de Burity ao seu filho, o hoje senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que à época era superintendente da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste). Burity sobreviveu ao atentado e morreu dez anos depois.

Ronaldo Cunha Lima morreu em 2012 sem nunca ter sido julgado pela tentativa de homicídio, pois renunciou ao cargo de deputado às vésperas do julgamento, em 2007, perdendo o foro especial e protelando o caso.

 

*Com informações da Folhapress