Foto: (Bruno Spada/ Vinicius Loures/ Mario Agra / Kayo Magalhães/ Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Brasília (DF) – A apresentação dos novos presidentes das Comissões permanentes da Câmara dos Deputados ainda não terminou, mas a bancada do Amazonas ficou longe do cargo.
A Casa baixa possui 30 Comissões, porém o nome dos parlamentares que representam o estado não está na lista dos escolhidos para assumir a posição.
Em fevereiro, durante a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado, o Portal AM1 realizou algumas lives sobre os trâmites da escolha dos parlamentares. Questionados, deputados e senadores afirmaram “não ter interesse” em assumir nenhuma das comissões.
O deputado federal Adail Filho (Republicanos) destacou que a prioridade do partido não estava relacionada aos colegiados, e sim à presidência, que atualmente é de Hugo Motta (PB).
“Não tenho pretensão de assumir nenhuma presidência de comissão no ano de 2025. Nós tivemos que fazer muitas composições com diversos partidos que fecharam acordo para apoiar a eleição do presidente Hugo Motta, então a prioridade para 2025, 2026 é a presidência da Câmara,” disse o parlamentar na época.
O Republicanos assume junto ao deputado federal Julio César (DF) apenas uma comissão, a de Comunicação, que era comandada por Silas Câmara.
Na região norte, dois parlamentares foram eleitos para comandar os colegiados de Educação e Meio Ambiente, que receberam o destaque da presidência.
A deputada Elciene Barbalho (MDB-PA) vai presidir a comissão de Meio Ambiente. Natural de Belém (PA), a parlamentar está em seu sétimo mandato e deve discutir ao longo do ano pautas relacionadas à política e direto ambiental e recursos naturais.
Já Maurício Carvalho (RO), colega de partido dos deputados Fausto Junior e Pauderney Avelino, vai comandar a comissão de Educação, que era presidida por Nikolas Ferreira (PL-MG).
A longa trajetória política de Avelino e o histórico como secretário municipal de educação não foram suficientes para colocá-lo na presidência da Comissão.

Foto: (Arquivo pessoal)
Segundo o analista político Alexandre Bandeira, as indicações seguiram o tamanho das bancadas, mas a influência dos indicados dentro dos partidos contribuiu para as escolhas divulgadas nesta quarta e quinta-feira (20).
“Pelas nomeações, pode-se observar a influência individual do parlamentar dentro do seu partido ou bloco, criando as condições políticas para ser indicado. Isso demonstra a importância dos políticos em gerar influência nas suas legendas partidárias, para ocupar esses importantes espaços de poder,” disse o especialista.
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