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Alunos e servidores da Ufam protestam contra cortes de Bolsonaro

De acordo com a organização, pelo menos 100 pessoas participam do ato, que pede o desbloqueio de R$ 38 milhões dos recursos da universidade

Servidores e alunos da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) realizam um protesto, nesta quarta-feira,15, contra o corte de verbas do Governo Federal na área da educação. A manifestação acontece na Avenida Rodrigo Otávio, zona Sul de Manaus, o trânsito na área está congestionado.

Professores e servidores fecharam a avenida em protesto (Roniel Melo)

Mesmo com a forte chuva que atinge a capital, o grupo de manifestantes realizaram uma mini-passeata na avenida com apoio do carro de som. Além desse protesto, está prevista uma manifestação na tarde de hoje, 15, reunindo professores da rede estadual e municipal de ensino, juntamente com os servidores federais, no Centro de Manaus.  

De acordo com a organização, pelo menos 100 pessoas participam do ato, que pede o desbloqueio de R$ 38 milhões dos recursos da universidade. A verba representa 5,3% do orçamento previsto para 2019 e sem esse valor, projetos de iniciação científica devem ser suspensos e diversas áreas sofrerão remanejamento.

Governo Federal corta 30% do orçamento do MEC

Em abril, o governo federal anunciou que cortaria R$ 7,4 bilhões do orçamento do Ministério da Educação para 2019, representando 30% do orçamento global. Universidades e institutos federais em todo Brasil tiveram valores bloqueados.

No Amazonas, a UFAM teve um bloqueio de R$ 38 milhões no orçamento. Já o Instituto Federal do Amazonas (IFAM) teve o recurso de R$ 26,6 milhões congelado, o que pode afetar a criação de dois novos campi no interior do Estado.

Veja também: Bolsonaro publica foto de pichação na Ufam: ‘P… no c… do Bozo’ 

Manifestação contra cortes acontece em todo o país

Diversas cidades aderiram ao movimento nacional contra os cortes e bloqueios de recursos na área da educação, anunciado pelo governo Bolsonaro.

Organizado pelos sindicatos de professores e servidores das instituições federais, as manifestações também tiveram adesão de estudantes, servidores da rede estadual e municipal de ensino, além da rede privada.

Recursos destinados as etapas de ensino, da educação infantil à pós-graduação, foram reduzidos ou bloqueados. O congelamento dos recursos afeta ainda projetos e pesquisas científicas desenvolvidos no âmbito acadêmico e construção de novas escolas, ou expansão de campis.

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