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26 de novembro de 2020
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Materiais de papelaria custarão mais de R$ 1,1 milhão aos cofres de Japurá

Entre as empresas que venderão itens de papelaria para a prefeita Gracineide Lopes está uma que comercializa material de uso hospitalar

Materiais de papelaria custarão mais de R$ 1,1 milhão aos cofres de Japurá
Foto: Reprodução

No município de Japurá, a prefeita Gracineide Lopes de Souza (MDB) pretende desembolsar R$ 1,1 milhão apenas com materiais de papelaria para atender as escolas municipais da cidade. A informação consta no Diário Oficial dos Municípios (DOM), na edição desta terça-feira (20).

Segundo o documento, que se trata de uma Ata de Registro de Preços, apenas com apontador de lápis, a prefeita poderá gastar R$ 33 mil, sendo 14.076 unidades, que custam R$ 2,35.

Também deverá ser desembolsado o valor de R$ 54,9 mil para comprar 11.701 jogos de giz de cera, que custam R$ 4,70 a unidade.

Além do alto valor e das várias unidades de giz de cera, Gracineide também pretende comprar a mesma quantidade de jogos de lápis de cor – cada um a R$ 7,50 –, por R$ 87,7 mil. Outro valor que chama atenção é o de R$ 113,4 mil para a compra de 2.639 resmas de papel ofício A3.

Esses produtos citados fazem parte de uma lista contendo 52 itens, publicada no DOM, e deverão atender “às unidades educacionais da rede municipal de ensino” da cidade.

Segundo dados de 2018, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Japurá possui 38 escolas do ensino fundamental. No mesmo ano, conforme os dados, 1.932 alunos foram matriculadas nas instituições.

Empresas

Responsável pelo possível fornecimento de 32 itens de papelaria à Prefeitura de Japurá, a empresa PAPELARIA ESTRELA EIRELI – ME receberá o total de R$ 539.297,23. Em consulta ao site da Receita Federal, o Portal AM1 apurou que o estabelecimento atende pelo nome ELITE GRAFICA & COMERCIO, no Centro de Manaus.

Embora tenha como principal atividade econômica o “comércio varejista de artigos de papelaria”, a firma realiza, ainda, outras 46 atividades que variam entre fabricação de gelo e até instalação elétrica, ou seja, trata-se de uma empresa “faz-tudo”.

Leia mais: Empresas ‘faz-tudo’ dominam licitações no interior do Amazonas

Com capital social de R$ 300 mil, o estabelecimento é de propriedade do empresário Leonardo Gama da Silva, conforme consta no site da Receita Federal.

Contradição

A segunda empresa que poderá ser contratada é a ARCA COMERCIO DE ARTIGOS DE PAPELARIAS EIRELI, recebendo o valor de R$ 607.774,14 para fornecer mais 20 itens de papelaria.

Embora o nome da empresa indique a venda de artigos de papelaria, no site da Receita Federal consta que a firma tem como foco o “comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, hospitalar e de laboratórios”.

Também localizado em Manaus, o estabelecimento realiza mais 23 atividades secundárias, incluindo o comércio de artigos de papelaria. Com capital social de R$ 350 mil, o local possui como dono o empresário Elias Lima de Vasconcelos.

Sem resposta

O Portal AM1 entrou em contato com a Prefeitura de Japurá, através do e-mail [email protected], disponível no site da Associação Amazonense dos Municípios (AAM). Porém, não obteve retorno até a publicação da matéria.

 

 

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