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Arthur Zanetti arrisca nas argolas, cai e adia conquista de medalha

'Saí feliz porque arrisquei. Ninguém sabe o quanto sofri pra fazer essa saída. Machuquei o pé várias vezes', disse Arthur Zanetti
Da Redação – Portal AM1*
• Publicado em 02 de agosto de 2021 – 09:45
Arthur Zanetti arrisca nas barras, cai e adia conquista de medalha
Foto: Agência Brasil

TÓQUIO, JAPÃO – Duas vezes medalhista olímpico, Arthur Zanetti sabia que precisava ousar em Tóquio para buscar a terceira conquista, o que seria um feito inédito nas argolas.

A série que o ginasta de 31 anos apresentou na qualificação resultou na nota 14.900, que o deixaria fora do pódio nesta segunda-feira (2). Era preciso subir o sarrafo e mostrar algo diferente para os juízes.

A opção dele e do treinador Marcos Goto foi executar um outro movimento na saída do aparelho para aumentar o grau de dificuldade. Se acertasse o triplo mortal grupado, pelos seus cálculos, teria tudo para aumentar a pontuação em três décimos e ficar entre os três primeiros.

O grego Eleftherios Petrounias, campeão na Rio-2016, levou o bronze com 15.200 –ouro e prata foram para os chineses Yang Liu e Hao You, respectivamente, com 15.500 e 15.300. Zanetti, porém, se desequilibrou e caiu, encerrando a participação olímpica na oitava posição, último entre os finalistas, com 14.133.

Primeiro a se apresentar nas argolas, ele teve tempo para absorver o baque e chegar muito tranquilo para as entrevistas.

“Temos que sair felizes em tudo na nossa vida. Não é porque errei que tenho que sair triste. Saí feliz porque arrisquei. Ninguém sabe o quanto sofri pra fazer essa saída. Machuquei o pé várias vezes e, se eu não tivesse feito hoje, com certeza ficaria triste”, afirmou. “Pelas notas que venho tirando nas apresentações, ficaria em quarto e quinto. Aí você me veria triste, porque não arrisquei.”

Durante um ano, o atleta e Goto tentaram mexer na série de diferentes formas para aumentar a sua dificuldade, mas mudar a saída se mostrou a melhor opção, na avaliação deles. “A gente sofre para aumentar um décimo. Lógico, era uma saída arriscada, mas era para o tudo ou nada.”

Zanetti acredita que tenha de 70% a 80% de chances de acertar o movimento numa situação normal. Em Olimpíadas, porém, a pressão é incomparável. “Aí pode rasgar o papel que não serve para nada.”

Leia mais: Rebeca Andrade fica em 5º lugar no solo e volta com duas medalhas para o Brasil

Tranquilo com a sua performance, o atleta só desabou ao falar sobre o filho, nascido há 11 meses. O ginasta levou um macacão para ter o cheiro de Liam ao seu lado durante o período em que passou fora. Primeiro na preparação, realizada em Doha, e depois para participar dos Jogos.

Entre os melhores por uma década, Zanetti até pensa em aproveitar o ciclo mais curto, de três anos, para ir até os Jogos de Paris-2024. Mas ele ainda não crava essa decisão.

“Olimpíadas é muito bom, mas desgasta muito, principalmente a cabeça, e eu preciso dar uma relaxada agora, na cabeça principalmente. O corpo está tranquilo, mas a cabeça precisa dar uma descansada para pensar depois num próximo ciclo olímpico.”

(*) Com informações da Folhapress

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