Manaus, 25 de julho de 2026
×
Manaus, 25 de julho de 2026

Política

Ataques infundados? CIEAM defende Zona Franca de Manaus

'A regulamentação reflete a proteção constitucional existente, sem criar privilégios ou vantagens desproporcionais,' diz nota da CIEAM.

(Foto: Divulgação/ Suframa)

Brasília (DF) –  O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) divulgou nesta segunda-feira (16) uma nota em defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM). O texto destaca a importância da ZFM para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Segundo dados apresentados pela CIEAM, a ZFM representa 30% do PIB e mais de 50% da arrecadação dos impostos federais da Região Norte, gerando mais de 500 mil empregos diretos.

A instituição pontua que o texto aprovado pelo Senado na última quinta-feira (12) respeita as garantias constitucionais da Zona Franca e não cria privilégios, mas mantém a competitividade já existente na região.

“Acusações de que a ZFM prejudica outras regiões com benefícios fiscais são infundadas. O Amazonas representa menos de 2% das indústrias instaladas no país, o que invalida tais argumentos. Ademais, o Polo Industrial de Manaus compete predominantemente com indústrias asiáticas, não brasileiras”, diz o presidente do conselho Superior do CIEAM, Luiz Augusto Rocha.

Na última semana, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) divulgou uma nota destacando que caso o texto seja mantido com 100% do crédito presumido do IBS, pode haver uma judicialização.

“O benefício adicional, além do previsto na Constituição, resultará em desequilíbrio concorrencial, dada a expressiva diferença de impostos que existirá entre os bens produzidos na ZFM e no restante do país. Isso impactará negativamente os investimentos e a geração de emprego e renda nos demais estados da federação, prejudicando também as indústrias no Estado de São Paulo.”

Veja nota completa do CIEAM: 

A Zona Franca de Manaus enfrenta ataques históricos infundados e reiteradas campanhas de desinformação, frutos do desconhecimento. Com a iminência da implementação da Reforma Tributária, essas iniciativas ressurgem com maior virulência. Em um momento histórico de promoção da Reforma Tributária, não podemos aceitar a divulgação de informações falsas por alguns setores, que nada agregam ao processo de grande importância para o país.

É imperativo esclarecer a verdade: esses ataques configuram um ato de absoluta falta de empatia contra o desenvolvimento sustentável da Amazônia e do Brasil. Reafirmamos que o texto aprovado no Senado Federal respeita os limites constitucionais assegurados à Zona Franca de Manaus (ZFM).

O relator, Senador Eduardo Braga, conhecedor profundo das regras da ZFM, com os parlamentares da bancada do Amazonas, replicou nas Leis Complementares já consolidadas pela legislação do ICMS e asseguradas até 2073 pela Constituição Federal. A regulamentação reflete a proteção constitucional existente, sem criar privilégios ou vantagens desproporcionais.

É crucial que o Brasil compreenda os danos profundos que a Reforma Tributária, ao adotar o princípio do destino, causará à economia do Amazonas. O estado, essencialmente produtor, comercializa 98% do que produz para outras regiões. A receita gerada por essas operações, antes destinada ao estado, será redistribuída, retirando uma parte significativa da arrecadação estadual. Nenhum outro estado terá perdas de magnitude similar.

Acusações de que a ZFM prejudica outras regiões com benefícios fiscais são infundadas. O Amazonas representa menos de 2% das indústrias instaladas no país, o que invalida tais argumentos. Ademais, o Polo Industrial de Manaus compete predominantemente com indústrias asiáticas, não brasileiras.

A ZFM contribui com 30% do PIB e mais de 50% da arrecadação de impostos federais da Região Norte, gerando mais de 500 mil empregos diretos e indiretos. Funciona como barreira contra a economia marginal na Amazônia, preservando 98% da floresta primária do estado, essencial para o equilíbrio climático global.

Os benefícios fiscais da ZFM, conforme o artigo 448 do PLP 68/2024, são justos e necessários, preservando o diferencial competitivo de um modelo reconhecido internacionalmente. Desqualificar o texto é um ataque à Amazônia e ao interesse nacional, visando perpetuar a concentração de riqueza e poder nas regiões mais favorecidas.

“Apelamos à Câmara dos Deputados e ao Congresso Nacional para protegerem a Zona Franca de Manaus e reafirmarem o compromisso do Brasil com um modelo de desenvolvimento inclusivo, preservando a Amazônia e garantindo um futuro sustentável.”

 

LEIA MAIS: